Malafaia detona carta de Flávio Bolsonaro: “Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos”

Atualizado em 28 de outubro de 2026 às 20:13
Flávio Bolsonaro Silas Malafaia
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o pastor Silas Malafaia. Foto: Renan Areias/Folhapress

O pastor Silas Malafaia chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de “jumentos” em uma mensagem enviada a aliados pelo WhatsApp nesta quarta-feira (28), após a carta golpista de Flávio Bolsonaro (PL). O conteúdo foi obtido pelo Globo.

“Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”, escreveu Malafaia. A crítica se refere ao documento em que o senador se apresentou como presidente eleito do Brasil, apesar da derrota para Lula (PT).

Na mesma mensagem, o pastor afirmou que “Trump já tirou o apoio” e encerrou o comentário com outro ataque: “Um bando de amadores babacas”. Malafaia mencionava a reação do presidente dos Estados Unidos à autoproclamação do senador.

Questionado nesta quarta-feira sobre a carta, Donald Trump evitou endossar a declaração de Flávio Bolsonaro. O americano confirmou que autorizou a entrada do senador no país, mas declarou: “Não vou me envolver”.

A carta foi divulgada inicialmente pelo aliado Paulo Figueiredo depois que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos. O documento substituiu uma entrevista coletiva que o candidato derrotado concederia na manhã de quinta-feira (29), em Miami. No texto, o senador alegou fraude eleitoral sem apresentar provas e anunciou que comandaria a oposição do exterior.

Após a repercussão, Flávio Bolsonaro publicou uma nova versão e trocou a reivindicação de presidente eleito pela definição de líder do Brasil. A alteração não retirou do documento as acusações contra o processo eleitoral e o Judiciário. A vitória de Lula foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e reconhecida pelo PL.

Antes de deixar o país, Flávio Bolsonaro cogitou pedir uma auditoria nas urnas, mas foi aconselhado a não levar a proposta adiante. O assunto foi discutido em um almoço na segunda-feira (26), em Brasília, com a presença, entre outros, do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), do coordenador da campanha, Rogério Marinho (PL-RN), e de advogados.

Um dos argumentos apresentados no encontro foi a multa de R$ 22,9 milhões imposta ao PL por litigância de má-fé ao contestar as eleições de 2022. Naquele caso, o TSE rejeitou o pedido de verificação extraordinária das urnas por falta de indícios que o justificassem.

Procurado pela equipe do blog para comentar as mensagens, Malafaia não quis se manifestar. “Eu não tenho mais nada para falar. Não tem nada que falar não, amigo”, respondeu.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!