A micada micareta. Por Hildegard Angel

(Foto: Marcos Corrêa/PR)

A micada micareta

Por Hildegard Angel

Essas manifestações de hoje foram desastrosas. Mais de três meses pra organizar, dinheiro AGRO chovendo na horta, dólares da direita americana. Farta distribuição de bonés, camisas, lanche e ‘100 real’. Ônibus refrigerados. E o que conseguiu?

Em Copacabana, bairro oficial dos milicos aposentados e pensionistas e dos mineiros reacionários, 4 quarteirões!!!!

Nos réveillons, a Atlantica lota do Leme ao Forte. Multidão compacta, em todas as pistas, na areia e gente até dentro d’água. Quatro quarteirões é piada.

As imagens de Brasília: em qualquer posse de Lula tinha mais gente, muito mais.

Av Paulista, com tantos brindes, até eu, se fosse despolitizada, iria, pra passear meu cachorro com uma écharpe verde e amarela no pescoço (do cachorro; no meu não, que eu sou chique).

Essa micareta foi prenúncio da morte política de Jair Bolsonaro, com o corpo já em decomposição.

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Os políticos ‘aliados’, com faro bom pra defunto político, começaram a dar declaração ‘em off’ de que vão se afastar, de que não aprovam e blá-blá-blá.

Os militares do Planalto devem ter ido todos ao mesmo churrasco. A agenda já estava ocupada, sorry.

Os militares sentiram a roubada, não teve nem Parada. E isso é muito evidente. Nunca vi abrirem mão espontaneamente de evento de data patriótica, boa ocasião pra dar passo de ganso e usar a farda de gala com todas as medalhas, os colares, barretes, condecorações locais, regionais, internacionais e até interplanetárias, se houver.

Alguém ouviu hino evangélico, cantora gospel, Pai Nosso? Eu também não.

Enfim, do elenco-lixo de Bolsonaro, só compareceu o chorume.

(Texto originalmente publicado em JORNALISTAS PELA DEMOCRACIA)