MPF denuncia Allan dos Santos por ameaça a Barroso

O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos foi denunciado por ameaças a ministro do STF
O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos foi denunciado por ameaças a ministro do STF. Foto: Reprodução/Twitter

Nesta terça (17), o Ministério Público Federal (MPF) denunciou o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos.

Ele foi acusado dos crimes de ameaça e incitação ao crime contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luis Roberto Barroso.

A denúncia se dá por vídeo gravado em novembro de 2020.

Na ocasião, o blogueiro xingou e ameaçou o magistrado em vídeo.

O bolsonarista foi chamado de “miliciano digital” e disparou:

“Tira o digital, se você tem culhão! Tira a porra do digital, e cresce! Dá nome aos bois! De uma vez por todas Barroso, vira homem! Tira a porra do digital! E bota só terrorista! Pra você ver o que a gente faz com você. Tá na hora de falar grosso nessa porra!”.

À época, o ministro, na condição de vítima, representou ao MPF, solicitando medidas cabíveis.

Segundo a denúncia do órgão as falas de Allan “estão excluídas do âmbito de cobertura da liberdade de expressão”.

“[As ameaças] configuram proibições expressas dispostas no direito internacional dos direitos humanos”, diz o documento.

Para o MPF, existe “comportamento habitual e intencional” de ameaçar magistrados.

Alega ainda que o caso não é isolado e “parte de uma campanha intencional e extensiva do denunciado para disseminar ódio contra os magistrados da Suprema Corte”.

Leia a denúncia na íntegra:

Denúncia ocorre um dia após TSE desmonetizar Allan dos Santos

Nesta segunda (16), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmonetizou uma série de canais e sites de blogueiros bolsonaristas.

Entre eles estavam Allan dos Santos e o seu blog, o Terça Livre.

Segundo a decisão do corregedor-geral do tribunal Luis Felipe Salomão, ele faz parte de “uma rede vasta, organizada e complexa para contaminar negativamente o debate político”.

Entre os valores bloqueados estão doações, pagamento de publicidade e inscrições nas plataformas YouTube, Twitter, Facebook, Instagram e Twitch.

Além dele, foram alvos da decisão Oswaldo Eustáquio, o site Jornal da Cidade On Line, o canal Folha Política, as páginas do Nas Ruas e as redes sociais de Camila Abdo.

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