“Não somos amigos”: ex-sócio de Jair Renan se diz traído pelo caçula de Bolsonaro

Atualizado em 13 de abril de 2022 às 10:16
Jair Renan e Allan Lucena
Jair Renan e Allan Lucena

O personal trainer Allan Lucena, ex-sócio do filho caçula do presidente Jair Bolsonaro (PL), Jair Renan, se diz traído pelo jovem de 24 anos, que está sendo investigado por tráfico de influência no governo.

Lucena tirou sarro da entrevista de Renan ao SBT, na última quinta-feira (7), em que ele negou qualquer envolvimento com os objetos da investigação da Polícia Federal. “Rapaz, que entrevista vergonhosa. Ele não tem nenhuma inteligência emocional para responder a perguntas simples. A única coisa que contradigo ali é o fato dele dizer que somos amigos”, afirmou ele ao Congresso em Foco.

Apesar de os empreendimentos Mob Fit e JB, de Allan e Renan respectivamente, ficarem um do lado do outro no Camarote 311, Allan nega ter sido sócio do filho 04 do presidente. Segundo ele, a relação era apenas de assessoria. O camarote, parte do estádio de futebol de Brasília, é onde o jovem instalou sua empresa de eventos.

De acordo com o personal, a amizade entre ele e Jair Renan acabou dois meses depois da inauguração do Camarote 311, que abriu suas portas no dia 10 de outubro de 2020.

“Isso (amigos) não somos desde dezembro de 2020. Amigo não vira as costas para outro amigo. Eu jamais deixaria uma amigo passar por tribulações sozinho”, desabafa Allan Lucena, negando ter havido alguma briga entre os dois. “Eu poderia enumerar aqui (as tribulações), mas são de ordem pessoal e emocional. Ou você acha que ser julgado, ridicularizado em rede nacional é agradável?”

Ele também falou sobre o carro doado pelo grupo WK, empresa de créditos imobiliários e consórcios, a Renan, um dos objetos de investigação da Polícia Federal. Lucena afirma sobre a versão do filho do presidente. Comandado pelo empresário Wellington Leite, o grupo teria supostamente doado um automóvel elétrico para o 04 avaliado em R$ 90 mil.

“O que ele falou (na entrevista) está correto, em parte. O carro foi doado para uma instituição sem fins lucrativos, e não para mim. E sim, o carro esteve sempre comigo, pois eu sou o responsável pela instituição. O veículo foi usado especificamente para essa instituição. Foi devolvido ao doador a pedido dele, contra a minha vontade”, explica. Segundo Lucena, o carro foi doado para o projeto Mob Fit.

 

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