Não vacinados provocam quarta onda massiva de Covid-19 na Alemanha

Publicado na RFI

Protesto antivacina em Berlim
Protesto antivacina em Berlim, na Alemanha (Foto: Abdulhamid Hosbas/Anadolu Agency)

A Alemanha enfrenta uma quarta onda da epidemia de Covid-19 principalmente entre pessoas não vacinadas, uma situação que preocupa as autoridades do país. O ministro da Saúde, Jens Spahn, defendeu o reforço das medidas de restrição, nesta quarta-feira (3), para conter o aumento de casos da doença.

“Atualmente, estamos vivendo uma pandemia essencialmente dos não vacinados, e ela é massiva”, disse o ministro. “Em algumas regiões da Alemanha, os leitos de UTI disponíveis estão ficando novamente esgotados”, afirmou Spahn, em tom de advertência devido à deterioração do contexto sanitário.

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O ministro conservador pediu às regiões, que têm competência na área de saúde, endurecerem as regras para os não vacinados em caso de aumento de contágios, como a proibição do acesso a alguns locais públicos ou a exigência de um teste PCR negativo, que são caros no país, contrariamente aos testes de antígeno, bem mais baratos e à venda nos supermercados. Alguns estados alemães, como a Saxônia, no leste, e Bade-Wurttemberg, na região sudoeste, pretendem aumentar as medidas de controle. “Não tem nada a ver com bullying de vacina”, declarou o ministro, “mas com evitar uma sobrecarga do sistema de saúde”, explicou Spahn.

O político conservador também afirmou que deseja acelerar as doses de reforço, recomendadas para pessoas com mais de 70 anos, seis meses após a conclusão do ciclo vacinal.

Imunização insuficiente

A Alemanha voltou a registrar um aumento dos casos de Covid-19. Nesta quarta-feira (3), foram notificados mais de 20.000 novos contágios em 24 horas e 194 mortes, segundo o balanço oficial.

O presidente do instituto de vigilância epidemiológica Robert Koch, Lothar Wieler, confirma a tendência de propagação da quarta onda. Ele disse que “a pandemia avança”, como se temia, “porque o número de pessoas vacinadas não é suficiente”. Wieler também lamentou que as regras de acesso aos locais públicos, como restaurantes e salas de espetáculos, não são aplicadas de maneira correta o tempo todo.

A chanceler Angela Merkel expressou preocupação com os números dos últimos dias e falou que estava “triste” por ver que “entre dois e três milhões de alemães de mais de 60 anos ainda não tomaram a vacina”. De acordo com o instituto Robert Koch, 66,8% dos alemães (55,6 milhões de pessoas) estão completamente vacinados.

Com informações da AFP

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