O futuro do Diário do Centro do Mundo

Nosso objetivo, na nova etapa que se aproxima, é fazer o melhor jornalismo digital brasileiro

 

Foto de Erika K Nakamura

A receita de publicidade na mídia digital nos Estados Unidos está prestes a igualar – e logo ultrapassar – a TV, como mostra um levantamento da Business Insider.

Isto é um fato histórico para a mídia.

Entre 2006 e 2011, a publicidade digital saiu de 23% do bolo para 38%. A TV ficou estagnada na casa de 40%. As demais mídias estão sendo particularmente castigadas. A mídia impressa, no mesmo período, recuou de 20% para 9%. O rádio, de 11% para 7%.

É uma boa notícia em todos os sentidos. Significa, do ponto de vista jornalístico, a diversificação das idéias, das fontes de informação e das análises. Em boa parte do mundo, Estados Unidos e Brasil incluídos, houve uma espécie de monopolização da opinião jornalística por poucos grupos e poucas famílias. A internet rompeu este monopólio, e isso é bom para o interesse público.

Para o Diário, especificamente, é um dado auspicioso. Estamos prestes a nos converter num site de notícias e análises, e isso quer dizer boas perspectivas para o futuro.

Neste momento, vivemos uma fase beta. Em breve, antes do final do ano, o modelo definitivo estará no ar. Às análises e opiniões de um grupo de jornalistas qualidade mundial, acrescentaremos uma triagem matinal dos fatos mais importantes do dia – aqueles que, no Brasil e na cena internacional, estarão sendo comentados e debatidos.

Entendemos que a sociedade brasileira receberá cordialmente um jornalismo apartidário, realmente isento, de mente aberta e alerta, cosmopolita – e completamente desvinculado do tendencionismo que tomou conta do conteúdo das grandes empresas de mídia nacional.

O Diário – também ao contrário do que se faz no Brasil, em que a mídia é essencialmente provinciana – terá um olhar profundo não apenas para as coisas brasileiras, mas também para o mundo.

Num instante em que o Brasil se insere tão fortemente na cena internacional, os brasileiros merecem saber mais do que está se passando na arena global – no Oriente Médio, na África, na Ásia e daí por diante.

Temos falado, aqui e ali, de nossas crenças fundamentais – uma sociedade mais justa, como as escandinavas; o respeito ao planeta expresso em coisas como o incentivo à bicicleta; a rejeição à guerra sob todos os sentidos porque, como escreveu Tolstoi, ela corrompe o ser humano ao induzi-lo a matar seus semelhantes; a liberdade de expressão. Tão importante como qualquer das causas acima é o compromisso que o Diário terá com você que nos lê.

Não queremos ser o maior site de notícias do Brasil – até porque rejeitamos o ramo das futricas, dos mexericos, do acompanhamento de novelas que emburrecem o público.

Mas lutaremos tenazmente – dentro de um conceito que chamamos de butique digital – para fazer o melhor jornalismo do Brasil.

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