Alex Jones, o palhaço mais perigoso do mundo

O pensamento vivo do chamado rei da teoria conspiratória (ou o maior paranoico do planeta)

Os globalistas estão chegando, estão chegando os globalistas
Ele

. Diversas cidades do Brasil estão sendo evacuadas por militares, alguns deles usando a insígnia da ONU. Milhares estão resistindo bloqueando ruas, atirando pedras e coquetéis molotov, e incendiando caminhões do governo.

. A China está estocando arroz, aço, leite em pó e metais preciosos para a guerra que se aproxima com os Estados Unidos.

. O clima do mundo pode ser alterado por um país ou um homem muito rico, espalhando pequenas partículas de uma substância na estratosfera.

Essas “notícias” foram publicadas pelo homem que está sendo chamado de “o maior paranoico do mundo” e “o rei da teoria conspiratória”. Alex Jones poderia estar numa camisa de força ou escrevendo roteiros de filmes-catástrofe. Mas ele tem a atenção (e a devoção) de milhões de pessoas. Seu programa de rádio de quatro horas é transmitido em mais de 60 rádios AM e FM, com audiência semanal de 2 milhões. Tem dois sites com 4 milhões de visitantes únicos por mês. Produziu 25 vídeos, sendo o mais famoso “Loose Change”, no qual afirma que os ataques de 11 de Setembro foram obra do governo Bush.

Jones, um texano de 39 anos, tornou-se conhecido fora de seu círculo de fãs após o massacre da escola de Newtown. Defensor ferrenho da Segunda Emenda da constituição americana, que garante o direito dos cidadãos andarem armados, ele pode ser definido como ultraconservador (ou “paleoconservador”, segundo ele mesmo). A própria direita americana, porém, anda evitando que ele seja visto como um de seus representantes. É uma ideologia tão absurda que se confunde com religião. Foi o autor da petição online que exige a deportação do apresentador britânico da CNN Piers Morgan, um militante a favor do controle de armas que ficou especialmente atuante depois de Newtown. Morgan convidou-o para seu programa. Durante dois blocos (estavam programados três), Jones se engajou numa diatribe alucinada, não respondeu uma pergunta, deitou todas as suas teses, imitou o sotaque do apresentador e desafiou-o para uma luta de boxe. Depois disse que era seguido pela polícia novaiorquina. Virou uma celebridade nacional.

 

Seu “pensamento” ajuda a entender por que a questão das armas nos EUA é tão problemática e porque a cultura da violência e da paranoia está tão entranhada. Alex Jones é assustador. Quem seria capaz de tentar tirar um rifle de assalto das mãos dele?

A tese central de sua louca cavalgada é o combate ao que chama de Nova Ordem Mundial, que será instaurada por um grupo de “globalistas” cujas armas são, basicamente, o controle da mente, remédios colocados na água, a “farsa” do aquecimento global, as vacinas e as drogas psicoativas. Quem está por trás disso? O Banco Mundial e o FMI, as grandes corporações, a Fundação Bill Gates, entre outros.

Não existe nada que não tenha uma explicação (estapafúrdia) para ele. Eis algumas repostas para perguntas que você não fez:

. Os massacres em Aurora e no Arizona foram organizados pelo governo para impedir os americanos de ter armas.

. O encontro anual de líderes políticos e empresários em Bohemian Grove, na Califórnia, serve para práticas satanistas. Os membros idolatram uma divindade chamada Moloch e sacrificam crianças.

. Antidepressivos são “armas de suicídio em massa”. Obama usa drones (os aviões não-tripulados usados no Afeganistão, principalmente) em território americano.

Tudo isso é argumentado com bateladas de documentos, dossiês etc. Ele tem informações. Você, que não acredita nessas sandices, é ingênuo e sofreu lavagem cerebral. “As armas de todos os países foram tiradas dos cidadãos, exceto na Suíça e nos Estados Unidos. E, quando eles pegarem as nossas, poderão ter sua tirania global, enquanto o governo compra 1.6 bilhão de balas, tanques, helicópteros e drones apontados para o céu dos EUA e usados para prender pessoas em North Dakota”, disse ele para Piers Morgan. Entendeu? Nem eu.

Alex Jones é um palhaço triste e perigoso.

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