Menor do que entrou: o pragmatismo de Marina no caso da aliança do PSB com Alckmin em São Paulo

Eles
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Um dos mantras preferidos de Marina Silva é a distinção que ela gosta de fazer entre pragmatismo e programatismo. Trocando em miúdos, Marina atribui ao binômio PSDB/PT e sua política de alianças todos os males do país. Ela e o PSB estariam unidos por razões moralmente superiores — programáticas.

Marina, porém, deu uma lição de pragmatismo em Belo Horizonte. Depois de idas e vindas e de uma crise causada pelo apoio do PSB a Geraldo Alckmin em São Paulo, ela afirmou que não abandonará a candidatura de Campos. Apenas não subirá no palanque com Alckmin (um gesto pelo qual Alckmin deve estar dando graças a Deus).

“Não estamos discutindo a chapa. A chapa e o programa estão compatíveis com o que foi a nossa discussão no dia 5” [de outubro, data do acordo com Campos], disse numa coletiva. “Espero que o PSB de São Paulo possa rever a sua posição. Eu e o Eduardo estamos manejando essas diversas situações. Obviamente que não queremos a velha polarização”.

Campos não decola, mas é injusto atribuir a culpa integral a Marina — embora ela decididamente não ajude. Ele, por razões óbvias, não empolga e não decola. Se fosse para sair por princípio, Marina já o teria feito quando Bornhausen, Inocêncio de Oliveira et caterva subiram no barco.

Ela não pode declarar que não sabia da vocação governista do PSB. Não vale fingir surpresa agora. Sua aliança com Eduardo Campos é pragmatismo puro. Além do mais, Marina não vai sair porque não tem para onde ir — nem para a Rede Sustentabilidade, enquanto não consegue seu registro na Justiça Eleitoral.

É também um atestado de fracasso. Nove meses depois de topar ser vice, Marina não trouxe um voto a mais de seu capital de, em tese, 20 milhões. O grande acontecimento da corrida eleitoral se revelou um flop. Suas ideias de “renovação da política” caem no blablablá diante da realidade.

Campos tem tudo para voltar a Pernambuco do mesmo tamanho. Marina já está menor do que entrou.

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