Você ainda não sabe, mas provavelmente vai ter um Phablet

Essa mistura de smartphone e tablet poderá ser o próximo grande hit da indústria tecnológica

Legenda
Em apenas um mês, o Samsung Galaxy Note II vendeu 2 milhões de unidades

Quando uma nova classe de aparelhos surge no mercado, sempre me pergunto: qual é o seu diferencial em relação aos outros produtos estabelecidos? No caso do tablet, por exemplo, ele é mais confortável para manusear do que o laptop; melhor para games do que seu irmão menor, o smartphone. Foram estas características, entre outras, que fizeram dos tablets um sucesso de vendas, tendo o iPad como o seu carro-chefe.

Com a chegada dos chamados “phablets”, surge a questão: eles têm poder de fogo para ser o próximo hit do mundo eletrônico? Antes do lançamento do Samsung Galaxy Note, não existia um telefone com 5,3” de tela. Muitos viram o aparelho como uma mistura de smartphone e tablet. Daí o nome phablet.

Mas qual é a sua função chave? Seria ele melhor que meu celular? Ou meu tablet?

Eu acredito que não. Por ser uma mistura dos dois, acho que o phablet acaba não servindo para nada. Na comparação com o smartphone, ele é muito grande para servir de telefone, pois quase não cabe numa calça jeans. (E não é nada cool fazer ligações com aquele trambolho.) Já numa disputa contra o tablet, ele também sai perdendo de lavada. O motivo? Sua tela é muito pequena para consumir conteúdos como filmes, séries e livros.

Quando o Galaxy Note foi lançado, fiquei surpreso — e achei que ele seria um fracasso absoluto. Que mente sã compraria essa aberração? Bem, o tempo mostrou que eu estava errado. Muita gente aderiu a ele. Tanto que a Samsung já lançou o Note II e deve apresentar o III agora em 2013.

Aprendi com essa história que as pessoas são fascinadas pelo tamanho da tela. Quanto maior, melhor. É isso o que muitos acreditam. O que eu acho, particularmente, uma besteira. Apesar de não acreditar no contrário, também, de que quanto menor, melhor. A qualidade de um produto está em como ele mostra informações ao usuário e reage aos toques dele. Isso não é nada mais que o sistema operacional. Ter uma tela maior ou menor que de seus concorrentes, logo, não é uma virtude. Para cada necessidade, há um tamanho ideal.

(Com a chegada das telas flexíveis, como a tecnologia Youm apresentada pela Samsung na CES 2013, o jogo deve mudar. Você poderá dobrar o produto para ele caber no seu bolso como um telefone — e depois esticá-lo para quantas polegadas quiser para realizar alguma tarefa específica. Bem, mas não estamos aqui para falar do futuro, certo? O tema de hoje são os phablets e vamos continuar nele.)

Mas justiça seja feita: o phablet tem algumas vantagens. Em relação aos smartphones, por ser maior, ele possui mais CPU e RAM, o que faz dele uma máquina de processamento melhor. Sem contar que cabe mais bateria, dando a ele mais autonomia. A sua tela maior ajuda, também, na hora de fazer algum desenho ou até mesmo editar uma foto. O tablet é superior a ele, sem dúvida, em todos esses quesitos. Mas não faz ligações.

Apesar dos phablets estarem fazendo algum sucesso no mercado, minha sugestão é continuar com o seu smartphone e comprar um tablet. Só assim poderá consumir tudo que web tem a oferecer de melhor, neste mundo onde tudo está interligado e focado na internet. Com um phablet você não estará vivendo ao máximo, estará apenas se enganando. Acredito que não existe no mercado espaço para um telefone gigante — e que essa onda do Galaxy Note passará em breve. Afinal, seria muito estranho telefones do tamanho de uma torradeira viraram moda, não?

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Guardá-lo no bolso é uma tarefa dificílima
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