Morto em decorrência da covid-19, Olavo chamava pandemia de “historinha de terror”

Atualizado em 25 de janeiro de 2022 às 6:29
A imagem de Olavo de Carvalho
Olavo de Carvalho. Foto: Reprodução/YouTube

Guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho faleceu em decorrência de complicações da covid aos 74 anos nos Estados Unidos, nesta segunda (24). O discurso do ideólogo do governo Bolsonaro, no entanto, sempre foi de fazer negacionismo e de menosprezar a doença.

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Como Olavo de Carvalho chamava a pandemia?

No mês de março de 2020, ele chegou a negar a existência da pandemia. A fala de Olavo foi durante uma transmissão no canal do Youtube do Jornal Brasil Sem Medo, denominado “o maior jornal conservador do Brasil”. No vídeo, ele afirma que “o número de mortes dessa suposta epidemia [do coronavírus] não aumentou em nem 1 único caso o número habitual de mortos por gripe no mundo. Nem um único caso, gente! Essa endemia simplesmente não existe”.

O vídeo, intitulado como “‘Histeria não é coragem!’ – Sobre o Corona e o Caos gerado”, foi excluído do YouTube por violar as diretrizes da comunidade.

Ele chegou a chamar o coronavírus de “vírus chinês”. Em maio de 2020, o guru escreveu: “O medo de um suposto vírus mortífero não passa de historinha de terror para acovardar a população e fazê-la aceitar a escravidão como um presente de Papai Noel”.

No mês de abril de 2020, o escritor disse: “Essa campanha para nos “proteger da pandemia” é o mais vasto e mais sórdido crime já cometido contra a espécie humana inteira”.

Ainda em abril de 2020, o escritor disseminou fake news ao insinuar que o coronavírus seria um “vírus chinês” e que não seria um acidente.

“Só um perfeito idiota pode imaginar que a disseminação do vírus chinês no mundo foi um acidente. Mas o Ocidente está repleto de perfeitos idiotas, diante dos quais os chineses têm um justificado senso de superioridade”, escreveu.

Em julho do mesmo ano, Olavo questionou quando conservadores parariam de usar o termo “pandemia” para se referir à pandemia de Covid-19. “Quando é que os ditos “conservadores” vão parar de usar o termo “pandemia”?”, escreveu em seu Twitter.

Em janeiro de 2021, o escritor colocou em dúvida a mortalidade do coronavírus, que chamava de “mocoronga vírus”. “Dúvida cruel. O Vírus Mocoronga mata mesmo as pessoas ou só as ajuda a entrar nas estatísticas?”, disse.

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