Os pontos que Mauro Cid terá que explicar em depoimento à PF nesta quinta

Atualizado em 18 de maio de 2023 às 6:45
Tenente-coronel Mauro Cid e ex-presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Rreprodução)

Nesta quinta-feira (18), o tenente-coronel Mauro Cid, ex-braço direito de Jair Bolsonaro (PL), irá depor à Polícia Federal (PF) sobre o caso de fraude envolvendo cartões de vacina e imunizantes contra a Covid-19. Os registros falsos teriam beneficiado o então presidente Bolsonaro, Cid e familiares.

Cid está preso desde o dia 3 de maio quando a PF deflagrou a primeira parte da operação nomeada como “Operação Venire”. Na ocasião, os agentes também realizavam buscas na residência do ex-presidente Bolsonaro no Jardim Botânico, em Brasília.

No depoimento desta quinta-feira, Cid deverá ser questionado sobre a inserção de informações fraudadas sobre sua imunização, de sua mulher, Gabriela Santiago Ribeiro Cid, das três filhas do casal, além de Bolsonaro e de sua filha mais nova, Laura. As investigações apontaram que o oficial teria emitido os respectivos certificados e os utilizado para, por exemplo, embarcar com a família para destinos internacionais, como os EUA.

A PF apura se Cid cometeu os crimes de infração de medida sanitária preventiva, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação, peculato eletrônico e corrupção de menores. Outros assuntos deverão estar na pauta, como movimentações financeiras dos antigos ocupantes do Palácio da Alvorada e os atos golpistas de 8 de janeiro.

Os investigadores também devem perguntar a Cid sobre os conteúdos extraídos de seu telefone celular que revelam suposto planejamento e tentativa de golpe de estado. Na perícia feita em mensagens contidas no aparelho e também na nuvem, há conversas dele com outros militares sobre o assunto. O ex-ajudante de ordens também será questionado sobre a origem de US$ 35 mil e R$ 16 mil em espécie encontrados em sua casa e ainda uma remessa de dinheiro para fora do país.

De acordo com as investigações, o esquema em que o ex-mandatário, Cid e outros aliados estariam envolvidos inseriu, de forma irregular, dados no sistema do ministério da Saúde. Todos são investigados pela suposta inclusão dos dados.

Ainda segundo a PF, comprovantes de que Bolsonaro, sua filha Laura e Cid tomaram a vacina foram baixados a partir do aplicativo ConecteSus, do ministério, com base nas informações falsas. Em seguida, o registro das vacinas foi apagado do ConecteSus numa tentativa de apagar evidências das irregularidades.

As inserções fraudulentas teriam ocorrido em dezembro, momento em que Bolsonaro viajou aos EUA e consequentemente necessitava dos comprovantes de que tomou os imunizantes para poder entrar no território estadunidense.

Ex-presidente Jair Bolsonaro durante evento nos EUA. (Foto: Reprodução)
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