Paulo Figueiredo xinga jornalistas de “put*s” que merecem estupro

Atualizado em 28 de julho de 2026 às 23:16
Paulo Figueiredo

O golpista Paulo Figueiredo, conselheiro de Flávio Bolsonaro e comparsa de Eduardo nos EUA, desferiu uma sequência de ataques misóginos e agressões verbais contra profissionais do jornalismo brasileiro.

Em seu programa, Figueiredo chamou jornalistas de veículos como a GloboNews, Folha de S.Paulo e Poder360 de “putas pagas” e sugeriu que Miriam “Leitoa” “não merece ser estuprada”.

“Porque quando eu digo que os jornalistas são putas pagas para dizerem o que estão dizendo — pagas regiamente —, eu não estou falando metaforicamente. Vocês devem ter visto a notícia sobre o recorde de gastos públicos do governo em publicidade. Entendam, esse dinheiro vai parar na mão dos jornalistas. É esse dinheiro que paga a folha de pagamento. Todos esses caras que você vê comentando na GloboNews são putas recebendo dinheiro do governo Lula”, disse.

“Poder360, Folha de S.Paulo… esse governo que paga a existência dessas pessoas que, como não têm audiência, não têm mais leitores, não fossem esse dinheiro do governo Lula, estariam desempregadas. Estariam catando lixo na rua ou se prostituindo. Se a Miriam ‘Leitoa’, por exemplo, caso não tivesse uma teta para mamar na Globo paga com o nosso dinheiro, tenho dúvidas se haveria demanda caso se prostituísse. É mais uma que não merece ser estuprada — como todas as outras não merecem —, mas essa talvez um pouco mais”.

De fonte repercutida na imprensa ao ataque às redes

Figueiredo é fonte de diversas dessas jornalistas. Recentemente, Andréia Sadi, em seu blog na GloboNews, citou-o numa apuração sobre a articulação promovida por ele e Eduardo para tentar reativar a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Figueiredo declarou ver o Brasil “cavando uma nova briga” com a gestão de Donald Trump. O público deixou de ser informado sobre quem realmente é Paulo Figueiredo e qual é o seu histórico criminal e judicial.

Não foi informado que ele reside em Miami após ter sido alvo de medidas cautelares e investigações do STF e da Polícia Federal por participação na articulação de um golpe de Estado no Brasil e incitação às Forças Armadas.

Ele é investigado por esquemas envolvendo o pagamento de propinas e captação irregular de recursos junto ao Banco de Brasília (BRB) e fundos de pensão estatais para financiar empreendimentos imobiliários.

Como denunciado pelo DCM, o lobista e seu pai foram incluídos na Dívida Ativa da União por dar calote em multas que somam mais de R$ 100 milhões impostas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). As sanções decorrem de operações fraudulentas no mercado de capitais, desvio de recursos, enriquecimento ilícito e transferência indevida de riqueza no polêmico projeto do hotel com a marca de Donald Trump na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Kiko Nogueira
Diretor do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.