PDT apoia PEC do calote é dá cheque em branco para populismo pré-eleitoral de Bolsonaro

Atualizado em 4 de novembro de 2021 às 9:13
André Figueiredo votou a favor da PEC
O deputado André Figueiredo (PDT-CE), ex-líder do partido, votou a favor da PEC. Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados

Na madrugada desta quinta (4), a Câmara dos Deputados aprovou a PEC dos Precatórios. A proposta recebeu quatro votos a mais que os necessários (308) para a aprovação. O placar final foi de 312 a 144. A proposta foi aprovada em primeiro turno na casa legislativa. A PEC foi defendida por Arthur Lira, presidente da Câmara, e é a principal aposta do governo para viabilizar o Auxílio Brasil.

Com sua aprovação, o pagamento de precatórios (dívidas do governo já reconhecidas pela Justiça) é adiado. Assim, o governo consegue viabilizar a concessão de R$ 400 mensais aos beneficiários do programa que será lançado em ano eleitoral.

Resta aos parlamentares votar os destaques e o segundo turno. Arthur Lira diz que isso deve acontecer ainda hoje (4) ou amanhã (5).

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PDT apoiou a PEC

Um dos partidos que apoiou a proposta é o PDT, que se diz de oposição. O partido orientou seus 24 parlamentares a votar “sim” pela PEC. Somente seis decidiram votar contra o partido. Os outros 15 votaram a favor. São eles: Afonso Motta, Alex Santana, André Figueiredo, Dagoberto Nogueira, Eduardo Bismarck, Fábio Henrique, Felix Mendonça Júnior, Flávia Morais, Flávio Nogueira, Leônidas Cristino, Mário Heringer, Robério Monteiro, Silvia Cristina, Subtenente Gonzaga e Wolney Queiroz. Três estavam ausentes.

O partido fechou questão sobre a PEC antes da votação e a decisão foi vista como traição por outros partidos da oposição. Os partidores de oposição estão revoltados com a sigla de Ciro Gomes. Em conversa com o DCM, um deputado, que pediu sigilo, disse que todos foram pegos de surpresa.

“O Ciro Gomes e sua turma não podiam fazer isso. Pensaram apenas nos seus próprios interesses. É uma traição que vai ter consequências no ano que vem. Mais uma ação que deixa o PDT isolado”, explicou.

A escolha da sigla agradou o presidente da casa, Arthur Lira, que os agradeceu: “Tivemos importantes 25 votos de partidos de oposição, de PSB e PDT”. O PSB, que tem 31 deputados, deu 10 votos a favor.

 

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