Polícia Civil inicia investigação contra “justiceiros” de Copacabana

Atualizado em 6 de dezembro de 2023 às 13:05
“Bad boy” de Copacabana convoca moradores para “vingança” contra arrastões. Foto: reprodução

A cidade do Rio de Janeiro enfrenta uma onda de violência após grupos de homens saírem às ruas da capital para espancar suspeitos de roubos. A Polícia Civil está investigando as ações depois de vídeos mostrarem os “justiceiros” prometendo vingança contra os praticantes de crimes.

Em algumas imagens, os membros do grupo tentam esconder seus rostos, gritando que “zona sul só tem playboy”. Outro vídeo mostra um jovem negro ensanguentado, captando a intensidade das agressões.

Conversas nas redes sociais mostram que esses “bad boys” e lutadores se organizaram para levar paus e até mesmo soco-inglês para espancar aqueles que consideram infratores. A Polícia Civil do Rio de Janeiro emitiu uma nota confirmando que está ciente dos incidentes e está conduzindo diligências para identificar os envolvidos e esclarecer os fatos.

Os casos recentes de violência se intensificaram após um idoso ser agredido ao tentar ajudar uma vítima de assalto, resultando em sua perda de consciência e roubo de seus pertences. Outro incidente culminou na morte de Leonardo Alves Quintanilha, 28 anos, espancado durante um assalto em um ponto de ônibus.

As “rondas” já começaram, e um encontro marcado para sexta-feira (8) busca expandir e organizar as atividades do grupo. A intenção é segmentar o “patrulhamento” por ruas, agindo de forma a enfrentar os criminosos e enviar uma mensagem de que a comunidade não aceitará mais a violência impune.

Uma série de vídeos publicados nas redes sociais mostram a ação dos homens, que combinaram a ação em grupos de WhatsApp, e percorreram as ruas em bando, todos vestidos de preto.

Um dos integrantes do movimento expressou a estratégia adotada: “A parada é sentar o sarrafo no final de semana. Quebrar uns 10, deixar hospitalizado que aí dão um jeito de meter o Exército nos pontos de ônibus e para a bagunça. Tem que ser algo de volume”. No entanto, ele ressaltou que essa abordagem não é respaldada por lei e pode gerar problemas ao grupo.

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