Professor é impedido de doar sangue por ser gay

Foto de bolsa de sangue com a bandeira LGBT
Mesmo apresentando exames para ISTs, local negou doação de sangue.

O Grupo Gay da Bahia publicou no Instagram o relato de um professor que não conseguiu doar sangue por ser homossexual. O profissional não foi identificado no post do GGB.

De acordo com a declaração, aconteceu na Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba) em Salvador. Apesar de estar com exames de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), eles não foram aceitos pela instituição.

Em nota, a Fundação afirmou que “segue rigorosamente a legislação da Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde que, desde 8 de junho de 2020, assegura a doação de sangue de homossexuais”.

Disse ainda não existir preconceito ou discriminação no processo de doação.

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Portarias que impediam doação de gays foram retiradas a pedido do STF em 2020

O Ministério da Saúde informa que os doadores de sangue não podem se expor a riscos de contaminação por ISTs, precisando aguardar 12 meses para realizar o procedimento.

Em 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucionais portarias que obrigavam quarentena de um ano para homens que tiveram relações homossexuais.

Em novembro de 2020, o Senado aprovou PL, de autoria do senador Fábio Contarato (Rede-ES), proibindo qualquer discriminação com gays que queiram doar sangue.

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