Promotor que combate o PCC diz que aceitaria comandar Segurança Pública no Lula 4

Atualizado em 27 de outubro de 2026 às 21:04
Lincoln Gakiya
O promotor Lincoln Gakiya. Foto: Divulgação/Marco Ankosqui

O promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo, afirmou que aceitaria comandar o Ministério da Segurança Pública em um eventual convite do presidente Lula (PT). Especialista no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC), ele é um dos principais investigadores da facção criminosa no país. A criação da pasta foi uma promessa de campanha do petista para seu quarto mandato. Com informações da CNN Brasil.

“Claro, se fosse convidado aceitaria, sim”, declarou Gakiya. Integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Presidente Prudente, no interior paulista, o promotor acumula investigações contra o PCC e já recebeu ameaças de morte da organização criminosa.

Durante a campanha presidencial, Ronaldo Caiado (PSD) também anunciou que convidaria Gakiya para comandar a Segurança Pública caso fosse eleito. Na época, porém, foi divulgado que o promotor não aceitaria a proposta. Surpreendido pelo anúncio, ele afirmou que a função seria incompatível com suas atribuições no Ministério Público e que só poderia avaliar a possibilidade após a aposentadoria.

Lula prometeu criar o Ministério da Segurança Pública, mas condicionou a medida à aprovação da PEC da Segurança Pública. A proposta, que aguarda votação no plenário do Senado, busca ampliar a atuação da União no combate ao crime organizado e fortalecer a integração entre as forças policiais e de inteligência.

O Planalto avalia recriar a pasta ainda em 2026, mas o funcionamento pleno pode ficar para 2027 por questões orçamentárias.

O nome do promotor já havia sido mencionado para o cargo durante a campanha de Ronaldo Caiado (PSD). Em agosto, o então candidato à Presidência afirmou que havia convidado Gakiya para comandar a área caso fosse eleito.

No combate ao crime organizado, Gakiya defende maior integração entre as forças de segurança estaduais e federais. Também se posiciona contra a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, por considerar que as facções atuam como máfias.

Em 2025, o promotor participou da elaboração do projeto que deu origem à Lei Antifacção, aprovada em março deste ano.

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