Randolfe Rodrigues pode ter o papel que Marina teve em 2010

Um Brasil sem o PMDB no poder é tentador
Um Brasil sem o PMDB no poder é tentador

“Ofereço ao Brasil a chance inédita de ter o PMDB na oposição.”

O cartão de visita do senador Randolfe Rodrigues, 41 anos, virtual candidato do PSOL, é tentador.

Pode não ser realista, pode não ser exequível – mas animador é.

Muita gente cansada de ver o PMDB agarrado sempre ao poder vai estudar com carinho, certamente, a possibilidade de ao menos no primeiro turno votar em Randolfe.

O desgaste do PT entre os jovens de esquerda se deve, em grande parte, a casamentos de conveniência com Sarneys, Renans, Malufs  e outros símbolos do anacronismo político nacional.

Os protestos de junho deixaram claro o tamanho desse desgaste. Ninguém imaginava que as ruas pudessem ser tomadas por qualquer agrupamento que não fosse controlado pelo PT. Lula deve pensar hoje se realmente valeu a pena a foto de confraternização com Maluf, pouco antes das eleições municipais de São Paulo.

Qual vai ser o tamanho do voo de Rodrigues é ainda uma incógnita.

Mas, se ele na campanha conseguir convencer os brasileiros de que é sim possível colocar o PMDB na oposição, ele poderá surpreender.

O papel que foi de Marina nas eleições passadas – a opção alternativa de esquerda pelo menos para o primeiro turno – poderá ser dele.

A própria Marina se desgastou entre o público progressista nos últimos anos. Aécio é Aécio. E Eduardo Campos parece incapaz de empolgar fora de seus domínios pernambucanos.

Que há espaço para uma cara nova na política é inegável.

Randolphe Rodrigues, ao propor tirar de cena enfim o PMDB, se credencia a ser a cara nova.

É ainda cedo. Muitos passos terão que ser dados. Mas o primeiro deles não poderia ser melhor.

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