Regina Duarte tem tudo para levar adiante o legado de Alvim no nazi-bolsonarismo. Por Kiko Nogueira

Roberto Alvim

Roberto Alvim sempre foi um dramaturgo medíocre e fracassado.

Quis o destino que ficasse finalmente famoso com o vídeo nazista que dirigiu e em que atuou — como de hábito, surrupiando a obra alheia, no caso de Goebbels.

Não há nada por acaso ali.

A luz, a entonação, o texto, a música, a cenografia, tudo foi escolhido minuciosamente pelo diretor.

Alvim virou celebridade. Não necessariamente como queria, talvez, mas o fato é que virou.

Foi professor de História do Teatro e de Literatura Dramática entre 2000 a 2004.

Virou diretor artístico do Teatro Carlos Gomes aos 27 anos. Assumiu em seguida a mesma função no Teatro Ziembinski, no Rio de Janeiro.

Transferiu-se para São Paulo e criou com sua mulher, a atriz Juliana Galdino, a companhia Club Noir.

Ali despontou definitivamente para o anonimato. Montou “Homem Sem Rumo”, de Arne Lygre, dramaturgo norueguês, e “Anátema”, de sua autoria.

Esta última já tinha uma marca registrada: o plágio.

O início da peça tem longos trechos copiados do romance “Demian”, de Hermann Hesse, como relatou o DCM.

Há dois anos, passou a apoiar Bolsonaro e atacar seus colegas de classe.

Com seu raro talento para detectar idiotas perigosos, Bolsonaro enxergou nele um valor e o levou ao comando da “cultura”.

Nunca foi bom da cabeça.

Em 2016, teve problemas de saúde decorrentes de um tumor no intestino e do abuso de álcool e drogas.

Uma oração feita pela babá do filho fez com que ele “sentisse uma energia, uma luz”, segundo o cidadão.

“Eu levantei da cama e nunca mais senti dor nenhuma”, inventa.

Como era inevitável, caiu no buraco do olavismo e do bolsonarismo para sempre.

Entendeu o recado do chefe e foi ao cerne da questão, à essência desse regime.

“Sobre Goebbels pode-se dizer uma coisa, era um ator excelente”, disse sua ex-secretária Brunhilde Pomsel.

Seu discípulo chegou lá.

Alvim sai da vida pública para entrar na história e de volta ao buraco de onde jamais deveria ter saído.

Regina Duarte tem tudo para levar esse legado adiante.

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