Sánchez se inspira em Lula para vencer o fascismo: “Se o Brasil pôde, a Espanha pode”

Atualizado em 26 de outubro de 2026 às 20:33
Pedro Sánchez Lula
O premiê da Espanha, Pedro Sánchez e o presidente Lula (PT). Foto: Nacho Doce/Reuters

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, citou a reeleição do presidente Lula (PT) para convocar seus apoiadores a votar nas eleições espanholas de 29 de novembro. Em um ato do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) em Gijón, nesta segunda-feira (26), ele apresentou o resultado brasileiro como um exemplo de que seu campo político pode vencer a disputa.

“Se o Brasil pôde, a Espanha pode”, afirmou. Na sequência, Sánchez declarou que, em 29 de novembro, “a esperança vencerá o retrocesso” com o voto no Partido Socialista. A manifestação ocorreu um dia depois da vitória de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL).

O premiê disse que a eleição espanhola coloca em disputa o avanço do país e o retorno do passado. Também contrapôs a solidariedade à injustiça e ao egoísmo, defendeu a coesão social e territorial diante da desigualdade e afirmou que todos os territórios devem ter as mesmas oportunidades, citando as Astúrias, onde fica Gijón.

Ao defender a mobilização por direitos, Sánchez afirmou que não é preciso ser aposentado para lutar pelos aposentados, nem ser gay para reivindicar os direitos da comunidade LGBT. Acrescentou que não é preciso ser mulher para defender a igualdade entre homens e mulheres, nem ser palestino ou ucraniano para defender o direito internacional e a paz.

Sánchez pediu aos apoiadores que se orgulhassem de representar uma “aldeia gaulesa” na Europa e uma “luz de esperança” diante de tanta penumbra no mundo. Em seguida, convocou os presentes a votar em 29 de novembro e citou o exemplo brasileiro.

Lula conquistou o quarto mandato presidencial ao superar Flávio Bolsonaro no segundo turno de domingo (25), depois de terminar a primeira votação atrás do adversário. Na apuração concluída pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o petista recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do candidato do PL.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!