#SomosTodosDraNise: apoio a Nise Yamagushi é sincericídio dos bolsonaristas

Nise Yamaguchi. Foto: Flickr/Senado

Os bolsonaristas ficaram como baratas tontas diante do vexame da participação da médica Nise Yamaguchi na CPI da Covid.

A oncologista, que chegou a ser cotada para assumir o Ministério da Saúde, saiu menor do que entrou de seu depoimento, como se isso fosse possível.

O senador Otto Alencar (PSD-AM) colocou em xeque a reputação científica que Nise pudesse ter até hoje, ao questioná-la sobre a diferença entre um vírus e um protozoário, uma pergunta que um aluno do Ensino Médio saberia responder.

Outros membros da CPI, como Alessandro Vieira (Cidadania-se) e Fabiano Contarato (REDE-ES) também se destacaram como contrapontos ao discurso da médica propagandista da cloroquina.

A forma como Yamaguchi foi tratada na CPI, todavia, fez com que os seguidores do presidente se condoessem dela, o que fez com que #SomosTodosDraNise ocupasse boa parte da tarde e da noite do dia nos Trending Topics do Twitter (ranking dos assuntos mais comentados da plataforma).

Boa parte dos argumentos usados pelos bolsonaristas remetiam a questões ligadas a um suposto machismo dos senadores. Veja algumas delas:

Em seu depoimento de hoje a médica deu informações erradas sobre si mesma, falseou dados estatísticos sobre o Amapá, citou um estudo científico sem credibilidade, mentiu sobre reuniões privadas com Bolsonaro, criticou o lockdown com um fundamento científico falho e desconsiderou o aumento de produção de cloroquina pelo exército.

Ou seja, ela fez o que de melhor o bolsonarismo sabe: mentir, omitir, distorcer estatísticas, negar fatos evidentes e disseminar informações sem fundamento científico para, com tudo isso, preservar a pele do “Mito”.

Ao assumirem-se como “Dras. Nises” os bolsonaristas revelam publicamente, mais uma vez, sua índole.