Tarifa zero em SP estreia com falta de informação, protestos e ofensas a Nunes

Atualizado em 17 de dezembro de 2023 às 11:00
Ônibus da capital paulista. (Foto: Reprodução)

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) inaugurou o programa “Domingão Tarifa Zero” neste domingo (17), visando as eleições de 2024. No entanto, a estreia do programa enfrentou passageiros desavisados, reclamações e até mesmo ofensas ao emedebista.

Vale destacar que a medida ocorre simultaneamente ao anúncio de aumento nas passagens do metrô, trens e integração entre ônibus e transportes sobre trilhos pelo governo estadual.

Protestos e desconhecimento

Ao pegar um ônibus no Terminal Parque D. Pedro 2° para iniciar o programa, Ricardo Nunes encontrou protestos externos e dentro do veículo.

Alguns passageiros desconheciam o programa, enquanto outras manifestações questionavam o aumento das passagens anunciado pelo governo estadual. Nunes tentou esclarecer dúvidas e ouvir reclamações, prometendo avaliar a disponibilidade de ônibus conforme a demanda.

Repercussões no trajeto

Durante o trajeto, houve reclamações sobre itinerários, disponibilidade de ônibus noturnos e até mesmo uma selfie com o prefeito. Algumas críticas incluíram pedidos por mais agilidade no embarque, queixas de cansaço e preocupações com a velocidade do veículo.

Ao retornar ao Terminal Santo Amaro, Ricardo Nunes se deparou com um dedo do meio, seguido de perguntas sobre a possibilidade de reeleição e declarações de voto negativo.

Ricardo Nunes, prefeito da capital paulista. (Foto: Reprodução)

Desafios

Em entrevista coletiva, Nunes destacou que o programa busca oferecer lazer aos paulistanos, aproveitando a ociosidade de 60% da frota de ônibus aos domingos. O prefeito afirmou que a medida não demandará aumento nos subsídios pagos às empresas de ônibus, prevendo uma demanda inicial de 2,2 milhões de passageiros aos domingos. No entanto, a adesão não se estende ao Metrô e CPTM, que manterão suas tarifas aos domingos.

Conclusão da tarifa zero

O “Domingão Tarifa Zero” estará em vigor das 0h às 23h59 dos domingos, e espera-se que a gratuidade incentive mais paulistanos a utilizar o transporte coletivo nos finais de semana.

A prefeitura planeja ajustes conforme a demanda nos primeiros domingos de operação, destacando que a medida terá um custo anual de R$ 238 milhões, o mesmo valor arrecadado atualmente com as tarifas dominicais.

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