Tsunami da Educação: hoje é o primeiro dia do resto do governo Bolsonaro. Por Kiko Nogueira

Atualizado em 15 de maio de 2019 às 17:20
Protesto de estudantes contra os cortes na Educação

Dessa vez não vai ser marolinha e, sim, um tsunami.

No dia 30 de abril, o ministro da Educação Abraham (ele gosta de ser chamado de Abraão) Weintraub declarou que cortaria 30% do orçamento das universidades federais.

Reclamou da “balbúrdia”. Citou nominalmente a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade Federal Fluminense (UFF).

No dia seguinte, o secretário Arnaldo Barbosa de Lima Junior afirmou que o corte se estenderia a outras instituições.

Ao longo das últimas semanas, estudantes, professores e servidores se mobilizaram e uma paralisação nacional foi marcada para quarta, dia 15.

O movimento cresceu e boa parte da chamada sociedade civil se engajou nas manifestações.

As maiores cidades dos 26 estados, mais o Distrito Federal, vão parar.

Enquanto isso, Weintraub estará na Câmara, onde foi convocado — e não convidado, note — a prestar esclarecimentos sobre as medidas.

O “contingenciamento” das verbas é justificado pelo mau momento econômico por que passa o Brasil.

Balela.

O projeto é de guerra à inteligência e destruição da vida acadêmica, como o que ocorreu na Hungria do populista de extrema direita Viktor Orbán.

Bolsonaro despertou a ira do movimento estudantil, como Collor fez antes dele com os caras pintadas.

Não só pelo que faz na Educação, mas pelo conjunto da obra.

Esse caldo inclui o Queiroz, os milicianos, a incompetência, a violência, as fake news.

Vai cair.

E vai assistir o começo de sua derrocada em Dallas, onde estará recebendo o prêmio de “Personalidade do Ano”.