Um covarde reage como covarde ao ser chamado assim. Augusto Nunes agrediu meu irmão DEPOIS DE MORTO. Por Kiko Nogueira

Augusto Nunes e Jair Bolsonaro

A Jovem Pan armou uma arapuca para Glenn Greenwald ao colocar Augusto Nunes para entrevistá-lo no Pânico.

Glenn não foi avisado e, mesmo assim, topou a parada.

Por que razão o fez é com ele. Segundo Greenwald, ele é “para dialogar com pessoas de ideologia diferente”.

Como se sabe, o caldo entornou depois de Glenn lembrar o colunista bolsonarista do episódio em que ele o atacou e aos seus filhos.

“O que ele fez foi a coisa mais feia e suja que eu vi na minha carreira como jornalista, inclusive fazendo guerra com CIA, governo Obama, governo do Reino Unido”, falou.

“Ele disse que um juiz de menores deveria investigar nossos filhos e decidir se nós deveríamos perder nossos filhos.”

Nunes, com a voz trêmula, saiu-se com a conversa de que Greenwald “não sabe identificar ironias, não sabe identificar um ataque bem-humorado”.

“Convido ele a provar em que momento eu pedi que algum juizado fizesse isso”, completou.

O que o colunista da Pan declarou no microfone da Pan em setembro foi o seguinte:

“O Glenn passa o dia tendo chiliques no Twitter ou trabalhando como receptador de mensagens roubadas. Esse David fica em Brasília lidando com rachadinhas, que essa é a suspeita. Quem é que cuida das crianças? Isso aí o juizado deveria investigar.

Chamado repetidamente de “covarde”, Augusto Nunes partiu para a ignorância: deu um cruzado de esquerda, flácido, na cara de Greenwald.

Mostrou como age um covarde ao ser chamado de covarde.

Augusto não tem limites e usa a família de suas vítimas.

Já agrediu meu irmão Paulo Nogueira e a mim. 

Detalhe: Paulo foi atacado por ele depois de morto.

Sim, Augusto Nunes esperou Paulo falecer de câncer, num calvário de dez meses, para atacá-lo. 

Eis o homem.

À Folha, Nunes se defendeu do que fez com GG: foi “como qualquer homem reagiria”.

O sujeito que paga de valente estava em seu território, cercado de seus iguais. Greenwald, não.

Quem é o covarde e quem é o bravo?

Ruy Mesquita Filho, herdeiro do Estadão, o definiu assim antes de demiti-lo: “Augusto Nunes não tem caráter, é amoral, manipulador de notícias”. 

Com uma longa carreira, Augusto, aos 70 anos, tem um telhado de vidro gigantesco. Como o DCM não se rebaixa à lama, o estamos processando, bem como a seu empregador.

O ataque de Nunes a Glenn Greenwald está sendo festejado pelas hordas bolsonaristas, como era de se esperar.

Carlos e Eduardo Bolsonaro o elogiaram. 

Em fevereiro de 2018, Augusto Nunes contou na rádio que “sempre tive e tenho arma. Isso faz parte da liberdade individual.”

É o bangue-bangue que se avizinha?

Mais um passo rumo ao abismo, graças a gente como Augusto Nunes.

“Violência no debate político é mentalidade fascista e muito perigoso pra democracia”, apontou Greenwald.

Resistir é preciso e eles serão contidos. 

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