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Mendonça pede informações sobre fundo eleitoral em seu primeiro despacho no STF

Mendonça
Em seu primeiro despacho, Mendonça leva ao tribunal um processo do partido Novo contra fundo eleitoral

Em seu primeiro despacho, o novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, decidiu, hoje (12), levar ao plenário do tribunal um processo do partido Novo contra o fundo eleitoral de R$ 4,9 bilhões aprovado para o pleito deste ano.

A ação foi movida pelo partido um dia antes de Bolsonaro promulgar o texto que prevê o repasse a partidos e candidatos. No final do ano passado, o até então presidente do STF, Luiz Fux, negou o pedido de urgência para a análise do pedido, o qual Mendonça é relator. O processo provavelmente será julgado pelo conjunto dos ministros a partir de fevereiro, quando as atividades regulares do Judiciário voltarem.

Mendonça pediu informações sobre o caso à Presidência da República, à Câmara e ao Senado. Os órgãos precisam entregar em cinco dias as manifestações.

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Novo pediu que mantivesse o valor anterior de R$ 2,1 bilhões

No despacho, o ministro alegou a necessidade de “segurança jurídica” para que o tema do fundo eleitoral seja discutido em plenário.

“Diante da relevância do acesso aos recursos do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha) no âmbito da decisão pela migração partidária e da igualdade de chances no pleito eleitoral, demonstra-se recomendável que esta Corte aprecie de maneira colegiada o pleito cautelar aqui apresentado”, declarou o ministro.

O valor de R$ 4,9 bilhões para o fundão foi aprovado em dezembro pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), que reservou ainda R$ 1,7 bilhão para o reajuste de policiais.

O partido Novo questionou a “competência do Legislativo em definir arbitrariamente esse valor” e pediu a concessão de uma liminar que impedisse o valor atual e mantivesse a previsão anterior, de R$ 2,1 bilhões, mas não foi atendida.

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