Assessor parlamentar do PL é preso por suposto financiamento dos atos golpistas do DF

Atualizado em 19 de janeiro de 2023 às 14:21
O bolsonarista preso Carlos Victor Carvalho, conhecido como CVC
Foto: Reprodução

Na manhã desta quinta-feira (19), a Polícia Federal (PF) conseguiu prender o terceiro alvo da operação Ulysses, que busca organizadores, líderes e financiadores dos atos antidemocráticos que resultaram na invasão dos Três Poderes, em Brasília (DF), no dia 8 de janeiro.

A operação também investiga responsáveis por organizar e financiar bloqueios antidemocráticos nas rodovias Campos dos Goytacazes, no interior do Rio de Janeiro, após o resultado das eleições.

O simpatizante do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que foi preso na manhã de hoje, o terrorista o Carlos Victor Carvalho, conhecido entre os aliados como CVC, foi encontrado em uma pousada em Guaçuí, no Espírito Santo. O terrorista estava foragido desde a segunda-feira (16).

Carlos é assessor parlamentar do deputado Filippe Poubel (PL), do mesmo partido do ex-presidente, desde 8 de junho do ano passado. O salário líquido em seu cargo assessor é de R$ 5.588,37.

O bolsonarista passou o último fim de semana em Guarapari e havia informado que se apresentaria na noite da última segunda, mas isso não ocorreu. O objetivo dele era se entregar a polícia.

O bolsonarista Carlos Victor Carvalho sendo preso no Espírito Santo e levado para Campos dos Goytacases, no Rio de Janeiro
Foto: Reprodução/ Juliana Nascimento/Inter TV

Por ora, outros dois alvos já foram presos pela PF, o primeiro foi o subtenente do Corpo dos Bombeiros do Rio de Janeiro, Roberto Henrique de Souza Júnior (Patriota). A outra investigada, a confeiteira Elizângela Cunha Pimentel Braga, de 48 anos, se entregou à Delegacia da PF da cidade.

A operação “Ulysses”, instaurada nesta segunda-feira, foi aberta por ordem da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com a intenção de que as provas coletadas, e apuradas, viabilizem a identificação de outros envolvidos nos atos golpistas promovidos pelos apoiadores de Bolsonaro.

De acordo com os agentes da PF, durante as investigações, já foram encontrados “elementos de prova capazes de vincular os investigados na organização e liderança” aos bloqueios de rodovias no Rio, nos atos antidemocráticos em frente ao QG do Exército da cidade e ao terrorismo em Brasília.

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