Recuo de Bolsonaro faz impeachment esfriar no Centrão

centrão e bolsonaro
Bolsonaro com parlamentares do Centrão

O presidente Bolsonaro divulgou uma nota recuando aos ataques que fez contra o STF. Tal postura aliviou sua situação com o Centrão e o processo de impeachment esfriou no Congresso. O presidente da Câmara, Arthur Lira, foi quem mais comemorou a atitude do chefe do Executivo.

O DCM apurou que, após os atos antidemocráticos no dia 7 de setembro, o presidente conversou com várias pessoas. Diversos parlamentares informaram que estava impossível de segurá-lo. A explicação era que os ministros iriam para cima de alguns deputados caso seguissem protegendo o governo bolsonarista. E eles não estavam dispostos a ir para o sacrifício.

Pessoas do governo relataram que Lira estava sofrendo pressão de todos os lados. Inclusive do Centrão. Dependendo do que ocorresse no dia 12, o processo de impeachment acabaria sendo aberto. Foi aí que o presidente resolveu não pagar para ver.

Conversou com Temer, resistiu ao escutar a ideia do comunicado, mas acatou no fim. Ele percebeu que não conseguiria dar um golpe e acabaria caindo direto para cadeia. Restou apenas concordar em se desculpar com o STF e procurar dialogar com os ministros.

Os magistrados não acreditam mais no chefe do Executivo. Vão continuar trabalhando. A conversa no Supremo é que, cedo ou tarde, Bolsonaro colocará as “manguinhas de fora”. Por isso que o objetivo é manter o clima mais calmo, só que sem abaixar a guarda.

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Centrão e o impeachment

Em compensação, o Centrão já considera que tudo voltou a normalidade. Acreditam que Bolsonaro entendeu qual é o lugar dele. Por conta disso, Lira continuará segurando o impeachment. Só que também recebeu o recado: pessoas nas ruas podem mudar tudo.

Os deputados vão observar atentamente aos atos de 12 de setembro. E também as convocações de partidos como PT e PSDB. Dependendo da quantidade de gente, pode fazer a temperatura esquentar novamente.