Bolsonaro mentiu: Novo Bolsa Família vai estourar o teto de gastos

Bolsonaro não falou a verdade
Bolsonaro vai estourar o teto para tentar ser reeleito

Bolsonaro vetou distribuição de absorventes para meninas de baixa renda. A justificativa foi que o projeto não justificava de onde sairia a verba para pagar a conta. Uma mentira, conforme já revelado por deputados. Agora ele quer que o novo Bolsa Família seja de R$ 400. O presidente diz que não vai estourar o teto de gastos, mas é mentira.

O DCM conversou com três parlamentares que deixaram claro que o governo vai gastar além da conta. “Ele não está preocupado com a responsabilidade orçamentária. O objetivo é vencer a eleição. E o Congresso vai aceitar, porque a maioria tá com ele, infelizmente”, disse um deputado. Ele não quis ser identificado, porque é do partido que apoia o governante do executivo, mas é contra o valor do Auxílio Brasil.

Já um apoiador do presidente esclareceu o motivo do teto ser estourado. “Não tem nada a ver com eleição. O povo tá passando fome e precisamos solucionar os problemas. Isso é uma forma”, comentou.

O terceiro diz que é preciso ter o novo Bolsa Família pelo valor de R$ 400, mas com responsabilidade. “Poderia gastar menos com passeios, barrar o fundo eleitoral, entre outras coisas. O teto de gasto serve para o gestor fazer escolhas, mas todos querem gastar sem ‘regras’”, opinou.

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Novo Bolsa Família foi anunciado pelo governo Bolsonaro

Nesta quarta (20), o governo anunciou o Auxílio Brasil, o novo Bolsa Família. Cerca de 17 milhões de pessoas vai ser beneficiada a partir de novembro. E o pagamento será de R$ 400 por mês. Os pagamentos começaram logo após o fim do auxílio emergencial.

O ministro disse que o governo está buscando “todas as possibilidades” para conseguir ampliar o Bolsa Família sem furar o teto de gastos. “Não estamos aventando que o pagamento desses benefícios se dê através de créditos extraordinários. Estamos buscando dentro do governo todas as possibilidades para o atendimento desses brasileiros necessitados siga de mãos dadas com a responsabilidade fiscal”, disse Roma, em pronunciamento no Palácio do Planalto.