Gabinete de ódio, robôs e funcionários públicos: Como Bolsonaro usou a máquina para vencer prêmio da Time

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Bolsonaro usou o gabinete do ódio para vencer a Time

Bolsonaro foi eleito por votação popular a personalidade do ano de 2021 da revista Time. O presidente da República e seus aliados estão comemorando a “vitória” para esconder a realidade. Como os votos poderiam ser feitos pelos leitores do veículo de comunicação, o gabinete do ódio entrou em ação.

Conforme apurou o DCM, a ala ideológica do governante considerou importante ter algum destaque internacional. Ao longo do ano, o chefe do executivo federal foi massacrado pela mídia de outros países. Má gestão na pandemia, destruição na Amazônia, negacionismo e péssima relação com líderes mundiais no G-20 são alguns motivos que fizeram a imprensa do mundo detoná-lo.

Então a votação popular da Time se tornou uma oportunidade para “virar o jogo”, conforme aliados do presidente afirmaram. A partir daí, o gabinete do ódio entrou em ação. Apoiadores receberam pedidos para votarem com frequência no site. Como se fossem telespectadores do Big Brother Brasil participando do famoso “mutirão”.

Outro mecanismo que o bolsonarismo usou foram os robôs. Diversas máquinas ficaram votando automaticamente milhares de vezes. Contas de vários pontos do mundo, principalmente de países africanos e asiáticos, alavancaram o desempenho do presidente brasileiro.

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Bolsonaro usou até funcionário público

E o método para vencer a competição chegou até nos funcionários públicos. Servidores do Governo Federal tiveram que votar no governante. A alegação era que isso ajudaria a melhorar a imagem do Brasil no exterior. Muitos acreditaram e resolveram ajudar. Outros optaram por não entrar no jogo dos bolsonaristas.

Foi desta forma que o chefe do executivo federal conseguiu ser a personalidade do ano de 2021 da Time. Mas como a própria revista comunicou, ele tem alta taxa de rejeição no Brasil. E seu nome está envolvido em várias polêmicas.

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