Bronze no judô, Mayra Aguiar conquistou sua primeira medalha aos 15 anos

Mayra Aguiar recebe sua medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Foto: Reprodução/TV Globo

Judoca pelo mesmo clube desde os 11 anos, o Sociedade de Ginástica de Porto Alegre, Mayra Aguiar conquistou a sexta medalha para o Brasil nesta quinta (29): bronze no judô.

Ela é a primeira brasileira dos esportes individuais a ganhar três medalhas olímpicas.

Leia também: Medalhista de ouro, Ítalo Ferreira aprendeu a surfar com tampa de caixa de isopor

Por que Rayssa Leal, vice-campeã olímpica, é chamada de ‘fadinha’

Mayra começou a lutar ao seis anos, quando seus pais decidiram que ela deveria fazer alguma atividade física e ela se apaixonou pelo judô.

“Desde criança eu sou muito competitiva, e minha primeira competição foi no judô. Então acabei optando pelo judô desde então. Eu tinha apenas seis anos, nem poderia competir, mas eu insisti tanto para o treinador que ele acabou deixando. Um pouco também porque a Hellen, minha irmã, também ia competir”, conta ela.

Foi pela Seleção Brasileira Junior que ela disputou seu primeiro campeonato, aos 14 anos, e conseguiu sua primeira medalha em Campeonatos Mundiais, um bronze, no ano seguinte.

Em 2007 e 2008, ela conquistou prata e ouro na mesma competição.

Com somente 17 anos, Mayra já integrava a Seleção Brasileira adulta na Olimpíada de Pequim.

Suas primeiras conquistas mundiais foram as medalhas de prata (2010) e bronze (2011) no Campeonato Mundial.

Em 2012, ela teve mais um bronze após derrotar a holandesa Marhinde Verkerke.

No ano seguinte, apesar de duas cirurgias, ela se sagrou campeã no Mundial contra a francesa Audrey Tcheumeo.

“Era um objetivo conquistar esta medalha. Eu brinco que eu tenho um pódio inteiro no júnior: dois bronzes, uma prata e um ouro. No sênior eu tinha dois bronzes, uma prata e faltava o ouro. Eu não ia sair daqui sem esse ouro. Não ia ficar satisfeita com menos”, disse ela à época.

A francesa que derrotou para conquistar o ouro foi seu carrasco na Olimpíada do Rio de 2016.

Na competição, ela acabou ficando com a medalha de bronze e a terceira do Brasil após derrotar a cubana Yalennis Castillo.

Sua participação nos atuais Jogos Olímpicos quase não ocorreu: a judoca passou por uma cirurgia em novembro de 2020 e o tempo de recuperação quase não a deixou disputar neste ano.

O jornalismo do DCM precisa de você para continuar marcando ponto na vida nacional. Faça doação para o site. Sua colaboração é fundamental para seguirmos combatendo o bom combate com a independência que você conhece. A partir de R$ 10, você pode fazer a diferença. Muito Obrigado!