Austrália ensina Bolsonaro o que fazer com cloroquina

Nesta quarta (13), cerca de cinco milhões de comprimidos de hidroxicloroquina foram destruídos na Austrália. O total é equivalente a uma tonelada da droga que foi adquirida por um bilionário do país em 2020. O remédio nunca chegou a ser usada em larga escala contra a covid-19 na Austrália e seu uso foi majoritariamente limitado a estudos clínicos.
O estoque ficou parado por meses num galpão do aeroporto de Melbourne, após o governo australiano se recusar a receber a doação. Segundo informações daa DW, a carga que foi destruída chegou ao país em agosto, quando autoridades sanitárias australianas também já haviam emitido alertas para que a população não tomasse a droga para tratar ou “prevenir” a covid-19.
Os comprimidos haviam sido doados por Clive Palmer, um bilionário do ramo da mineração, que abraçou ainda a cloroquina como um suposto tratamento contra a covid-19. Ele chegou a pagar anúncios em jornais que chamavam a droga de “cura contra a covid”. Palmer chegou a prometer doar um total de e 32,9 milhões de comprimidos à Austrália.
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Aprendeu Bolsonaro?
O presidente brasileiro Jair Bolsonaro hoje é um caso isolado de líder mundial que ainda aposta na droga, mesmo contra todas as evidências científicas.
Seu governo chegou a lançar no início de 2021 um aplicativo que indicava hidroxicloroquina até mesmo para bebês e foi acusado de fazer um “pacto” com a Prevent Senior que usou pacientes como cobaias para um estudo com “Kit Covid”. Bolsonaro também já chamou a droga de “cura” contra covid-19.
A hidroxicloroquina é um remédio indicado para tratamento de malária, lúpus e artrite reumatoide.