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Dono do PL acha que Bolsonaro prepara golpe para tomar partido

A Imagem de Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, e Bolsonaro sorrindo e se cumprimentando
O presidente Jair Bolsonaro abraça o presidente do PL, o ex-deputado Valdemar Costa Neto Foto: Reprodução/Youtube

O dono do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, está desconfiado de um possível golpe que o presidente Jair Bolsonaro pode estar articulando para tomar o poder dentro da sigla, de acordo com reportagem de Tales Faria publicada no UOL nesta sexta-feira (11). Costa Neto desconfia que o chefe do Executiva esteja por trás da operação da Polícia Federal deflagrada na manhã de hoje contra deputados federais do partido.

Os parlamentares Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE) tiveram endereços ligados a eles alvos de mandados de busca e apreensão. A PF queria, também, fazer buscas em seus gabinetes na Câmara, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) não autorizou.

Antes de se filiar ao PL, Bolsonaro tentou negociar com vários partidos pequenos que aceitassem lhe entregar o comando total. Ele não conseguiu e, por isso, entrou na sigla aceitando que o controle ficasse com o ex-deputado federal Valdemar da Costa Neto. No entanto, muitos políticos bolsonaristas estão aproveitando a janela partidária para migrar para o partido do presidente antes das eleições.

“Por causa dessa revoada (de políticos), já havia desconfianças de que o grupo tentaria tomar a legenda de seu atual comando. Agora, com a operação da PF, Valdemar e seu grupo passaram a acreditar que o próprio Bolsonaro está à frente da operação”, diz Tales Faria na reportagem do UOL.

“O grupo de Valdemar pretende esperar o fim da janela partidária, pois a filiação de novos deputados aumenta a parte que caberá ao PL no Fundo Partidário. Mas, fechada a janela, a ideia é reagir para evitar a todo custo a tomada do comando pelos bolsonaristas”, completa o jornalista.

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Movimento parecido ao PL aconteceu no PTB, diz a reportagem

A reportagem de Tales Faria no UOL diz, ainda, que “a mesma desconfiança foi deflagrada no PTB, partido sob o comando do ex-deputado Roberto Jefferson ao qual Bolsonaro quase se filiou. Preso, o petebista passou a presidência interina da legenda a uma pupila que considerava de sua confiança, Graciela Nienov”.

No entanto, Tales diz que Jefferson “descobriu que ela estava tentando se apoderar definitivamente da legenda”. O ex-deputado não teria protestado publicamente por não querer “abrir guerra” com o Palácio do Planalto, “mas apurou que Graciela estaria recebendo apoio jurídico de pessoas ligadas ao presidente da República”, afirma a reportagem.

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