Família do príncipe Philip tinha ligação com o nazismo

Publicado no blog Aventuras na História

O príncipe Philip.
Foto: Tim Rooke/Shutterstock

Por Victória Gearini

Em 20 de novembro de 1947, o mundo presenciava o casamento real entre a rainha Elizabeth e o príncipe Philip. Há mais de 70 anos, o casal selava sua união na Abadia de Westminster, na presença de familiares e nobres. Entretanto, as irmãs do príncipe não puderam comparecer ao matrimônio.

Família real grega

Nascido em 1921, o príncipe foi naturalizado como cidadão britânico, tornando-se Philip Mountbatten. Em 1922, o monarca e suas irmãs fugiram para a França e sua mãe, a princesa Alice de Battenberg, foi internada em uma clínica psiquiátrica. Já o seu pai, o príncipe Andrew da Grécia e Dinamarca, passou a manter contato limitado como os filhos após se mudar para o sul da França.

Na época, a família real grega foi obrigada a deixar o país, após o movimento antimonarquista definir o exílio. De acordo com o Express, na década de 1930, Philip foi enviado a uma escola na Alemanha, mas logo foi direcionado para uma instituição de ensino fundada pelo diretor judeu Kurt Hanh, após a ascensão dos nazistas.

Elizabeth II ao lado de Philip e filhos / Crédito: Wikimedia Commons

Diferente de Philip, suas irmãs permaneceram na Alemanha, onde se casaram com aristocratas alemães. A primeira irmã de Philip a se casar foi a princesa Sophie, aos 16 anos, com o príncipe Christoph de Hesse, bisneto da rainha Vitória, em 1930.

A primogênita, a princesa Margaret da Grécia e Dinamarca, casou-se em 1931 com o príncipe Gottfried de Hohenlohe-Langenburg, também bisneto da rainha Vitória. Juntos, o casal teve seis filhos, até a morte da princesa, em 1981.

No mesmo ano, a princesa Teodora, casou-se com seu primo de segundo grau, Berthold, Margrave de Baden. Pouco tempo depois, a princesa Cecilie selou a união com o Grão-Duque, Georg Donatus de Hesse. No entanto, em 1937, Cecilie, que na época tinha apenas 26 anos, morreu em um trágico acidente de avião, ao lado do marido e seus filhos.

Ligação com o nazismo 

Em 1937, três dos quatro rapazes casados com suas irmãs englobavam o Partido Nazista e todos faziam parte de círculos aristocráticos alemães. O marido de Sophie, Christoph de Hesse era diretor do Ministério das Forças Aéreas do Terceiro Reich, considerado um oficial da SS de alto escalão.

O casal teve ao todo cinco filhos, mas Christoph veio a falecer em 1943 em decorrência de um acidente de avião na zona de guerra nas montanhas dos Apeninos, na Itália.

Sophie, por sua vez, casou-se novamente em 1946, com o príncipe George William de Hanover, com quem teve mais três filhos. No entanto, em 1947, quando Elizabeth e Philip se casaram, as memórias da Segunda Guerra Mundial ainda eram muito recentes.

Como as irmãs do príncipe haviam se casado com alemães, sendo que três deles tinham ligação direta com nazistas, elas foram impedidas de comparecer ao casamento de Philip.

Mais tarde, Sophie passou a visitar com frequência o irmão, tornando-se madrinha do príncipe Edward, o conde de Wessex. A princesa se manteve presente na vida de Philip até falecer em 2001.

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