Gal Costa: por que mulheres fortes se submetem a relacionamentos abusivos? Por Nathalí

Atualizado em 7 de julho de 2023 às 15:27
Wilma Petrillo e Gal Costa. Foto: Reprodução

A jornalista Hildegard Angel pede autópsia do corpo de Gal Costa para verificar a real causa da morte. “O mal súbito não nos convence”, diz.

A viúva Wilma Petrelli é acusada de assédio moral contra funcionários da Baraka produções artísticas, empresa de Gal.

Em reportagem publicada pela Piauí, os colaboradores narram que em dias de calor em São Paulo, a empresária tirava a blusa e o sutiã no escritório, entre outros absurdos.

Uma dessas funcionárias, Anamaris Torres Leca, chegou a entrar na Justiça com uma ação trabalhista. Na petição, ela diz que nos locais de trabalho havia controle do uso do banheiro e que Petrillo, quando estava nervosa, a humilhava.

Wilma é também acusada por parentes da cantora de golpes financeiros contra o patrimônio da família.

Se isso não é a definição de relacionamento abusivo – não só contra Gal, mas também sua família e colaboradores -, eu não sei mais o que é.

Fica a questão: onde estava a mulher de “Vaca Profana” enquanto sua esposa deitava e rolava sobre sua vida e seu patrimônio? Por que mulheres fortes e “desconstruídas” ainda se submetem a relações abusivas?

Wilma Petrillo é a prova viva de que relacionamentos abusivos não se dão só com casais heterossexuais. Tem muito gay e muita lésbica por aí abusando de seus companheiros, repetindo padrões da heteronormatividade, incrustados em tudo.

De acordo com a Piauí, Gal Costa tinha conhecimento do comportamento da companheira e temia ser presa por causa dos supostos crimes cometidos por ela. Ainda assim, o relacionamento perdurava.

Eu mesma, feminista desde que me entendo por gente, já estive em uma relação abusiva e só me dei conta anos depois do término.

Se uma lenda como Gal Costa esteve exposta a esse tipo de relação, quem sou eu pra não estar.

A verdade é que nossas ideologias não nos salvam de relações tóxicas, nossa força é posta à prova em nossas vidas íntimas, não estamos imunes ao abuso, porque o feminismo ainda não chegou à esfera mais privada e individual da sociedade, a família e as relações.

Quem acompanhou a vida e obra de Gal Costa pôde se dar conta de seu apagamento durante o relacionamento com uma mulher dominante, abusadora, sórdida. Seria amor ou medo?

Pouco se sabe sobre sua relação com Gal e com seus funcionários, ao menos até agora: nesse mato tem coelho e algo me diz que muita coisa será descoberta daqui pra frente.

Há uma responsável pela morte repentina do mito Gal Costa?

É o que nós, seus fãs, temos o direito de descobrir.

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