Centrão fritou Guedes e votou pela convocação de ministro: “Esse já era”

Paulo Guedes convocado centrão
Paulo Guedes não queria ser convocado, mas terá que prestar esclarecimentos aos deputados

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pode estar com os dias contados no Governo Bolsonaro. Nesta quarta (6), a Câmara aprovou a convocação dele para dar explicações sobre o offshore. Mesmo com o presidente tendo a maioria na Casa, o centrão resolveu “fritar” o chefe da pasta econômica.

“Esse já era”, disse um deputado de um partido aliado ao presidente Bolsonaro. “A economia tá péssima e o cara não se mexe pra solucionar os problemas. Não apresenta um plano. Não cria laços com o Congresso. Só terceiriza as responsabilidades. E ainda tem esse escândalo. Complicado”, acrescentou.

Com a revelação do offshore de Guedes em paraíso fiscal, o ministro conversou com Bolsonaro. Questionou se corria algum risco de cair e o presidente pediu calma. Antes de qualquer decisão, iria acompanhar os desdobramentos entre os deputados e senadores.

O chefe da economia ficou mais tranquilo com o pouco destaque que a mídia “tradicional” deu ao caso. Ele só aguardou para saber o termômetro do campo político. E por lá ferveu. Ao conversar com aliados, descobriu que teria que prestar esclarecimentos.

Leia mais:

1 – Zuckerberg, dono do Facebook, nega que a empresa tenha priorizado lucro em vez de segurança

2 – “Esse é o Brasil de Bolsonaro”: foto de açougue vendendo osso por R$ 4,00 viraliza nas redes

3 – VÍDEO: “Quando caiu o whatsapp, teve parlamentar no Rio que até foi trabalhar”, diz Omar Aziz sobre Carluxo

Paulo Guedes pensou que seria protegido

O ministro não queria ir a Câmara. E quis que bolsonaristas articulassem para impedir sua convocação. Porém, o centrão não gosta dele. E o caso do offshore serviu como o pretexto perfeito para ele cair. E muitos deputados vão trabalhar para isso.

Votaram favoráveis a presença de Guedes na Câmara 310 parlamentares. PP, PL, PSD, MDB e Republicanos orientaram pelo SIM. Outros partidos do centrão liberaram seus deputados, orientaram pelo NÃO ou simplesmente não se posicionaram.