Conheça o legado do ilustrador Benício, o “mestre das pin-ups brasileiro”

Benicio
Benicio ganhou destaque pelas inúmeras ilustrações que fazia para o cinema nacional – Foto: Reprodução

José Luiz Benício, o ilustrador conhecido como “mestre das pin-ups brasileiro”, morreu nesta terça-feira (07), aos 84 anos. O desenhista teve um AVC no ano passado e, desde então, trabalhava em casa.

Recentemente, Benício foi homenageado com o prêmio Tulio Becker, no 4º Festival Santa Cruz de Cinema. Porém, ele não esteve presente no evento. O desenhista estava internado em um hospital no Rio de Janeiro.

Benício ficou famoso pelas suas ilustrações para a Editora Monterrey, que criava livros de bolso, vendidos em bancas de jornal.

Ao total, foram mais de duas mil capas, além dos desenhos para o cinema nacional, sendo os mais conhecidos ‘Dona Flor e seus Dois Maridos’ e ‘A Super Fêmea’.

Em homenagem, o DCM resolveu mostrar a trajetória e o legado do eterno mestre das pin-ups. Confira abaixo.

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Conheça o legado de Benício

Benício é um dos mais importantes ilustradores brasileiros. Graças ao seu talento sem igual para desenhar belíssimas pin-ups, e dar mais encanto à beleza de atrizes e ícones da sensualidade brasileira, ganhou o título de mestre das pin-ups brasileiro.

Nascido em 1936, na cidade de Rio Pardo (RS), Benício iniciou sua carreira aos 16 anos como aprendiz de desenhista na Clarim Publicidade, em Porto Alegre.

Em 1953, transferiu-se para o Rio, e começou a trabalhar como desenhista na Rio Gráfica Editora. Neste período, criou capas e ilustrações para livros de bolso. As séries de livros “Gisele, A Espiã Nua que Abalou Paris” e “A espiã Brigitte Monfort”, foram as maiores estrelas desta época.

Benício foi pianista, carreira que durou pouco. Chegou a emprestar sua arte para as histórias em quadrinhos, mas não se adaptou ao meio. Ele também ilustrou projetos de arquitetura e assinou trabalhos para as revistas como VejaPlayboy e Isto É.

A partir da década de 1970, ele se tornou um famoso ilustrador de cartazes do cinema nacional, produzindo mais de 300 deles, como os dos filmes dos Trapalhões e de clássicos do cinema nacional, como Dona Flor e seus Dois Maridos. Em 1982 entrou para a Artplan Comunicações, onde ficou 20 anos.

Relembre alguns dos trabalhos de Benício:

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