‘Lira é o dono do Brasil hoje’, diz analista sobre impeachment de Bolsonaro

Manifestantes denunciam ações “genocidas” de Bolsonaro durante a pandemia – Foto: Reprodução/ Vitor Vogel

Em centenas de cidades pelo país, e também no exterior, milhares de pessoas estão nas ruas neste neste sábado (2) pressionando pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a cientista política e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Rosemary Segurado, estes atos demonstram que “o Brasil não aguenta mais”.

Ela comemorou a unidade construída em torno da jornada pelo Fora Bolsonaro, que inclui a participação de 21 partidos, centrais sindicais e diversos movimentos sociais e organizações de direitos humanos.

“Essa unidade é muito bem-vinda”, disse Rosemary durante a cobertura especial das manifestações na TVT.

“Outros atos devem ocorrer, além de diferentes iniciativas no sentido de pressionar a Câmara dos Deputados. Os parlamentares, por sua vez, devem pressionar o presidente da Câmara Arthur Lira, que hoje é o dono do Brasil. Ele tem nas suas mãos mais de 160 pedidos de impeachment, já perdi as contas. E as ruas estão dando esse recado.”

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Para ela, a união de diferentes correntes ideológicas em prol de um objetivo comum simboliza os ideais democráticos.

“Democracia é exatamente isso, quando os diferentes conseguem se unir em torno de uma questão comum. ‘Fora Bolsonaro’ não suporta mais esse tipo de política que o presidente vem imprimindo”, pontua.

A cientista política citou as quase 600 mil vítimas da gestão negacionista adotada pelo governo Bolsonaro durante a pandemia, além do avanço do desemprego, da miséria e da fome como as principais causas que movem os manifestantes.

“A indignação é ver um presidente que não toma nenhuma medida a favor do povo, para diminuir esse sofrimento. Ao contrário, todas as suas ações acabam agudizando ainda mais esse quadro”, afirmou.

O impeachment de Bolsonaro no mundo

Além disso, a política de devastação ambiental promovida pelo atual governo é destaque nas manifestações que ocorrem fora do país.

“Os estrangeiros estão muito sensibilizados com o que vem acontecendo no Brasil. Principalmente, em relação à questão ambiental, pelo significado que o Brasil tem, não só pela Amazônia e o Pantanal, mas diversas outras regiões. Estamos vendo que o Fora Bolsonaro não é só do Brasil, pelo que esse tipo de político representa para mundo.”

Para a cientista política, as manifestações no exterior também são um recado em defesa da democracia brasileira e indicam que a comunidade internacional quer um presidente que respeite a população brasileira, “que faça políticas para diminuir, e não aumentar, o sofrimento das pessoas”.

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Publicado originalmente na Rede Brasil Atual