Lira ameaça Bolsonaro após ligação de vacinas com AIDS: “Vai pagar pela declaração”

STF vai permitir que Lira permaneça omisso
Jair Bolsonaro e Arthur Lira
Foto: Marcos Corrêa/PR (3.fev.2021)

Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), comentou a decisão do Facebook em tirar do ar a live em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) divulgou texto em que associava Aids com quem já foi imunizado com a vacina contra a covid. Esse conteúdo também foi excluído no Instagram. “Se ele [Bolsonaro] não tiver nenhuma base científica , ele justamente vai pagar sobre isso.”, disse o deputado em evento na cidade de São Paulo nesta segunda (25).

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Além de Lira, o comentário tirado do ar de Bolsonaro

Empresa afirmou que a exclusão foi feita por identificar o desrespeito das políticas da empresa em relação à vacina contra o coronavírus. “Nossas políticas não permitem alegações de que as vacinas de COVID-19 matam ou podem causar danos graves às pessoas”, disse o porta-voz do Facebook.

É a primeira vez que a rede social tira do ar uma live de Bolsonaro. Até então, a companhia derrubou apenas um post em que o presidente citava o uso de cloroquina para o tratamento de COVID-19.

Na última quinta (21), Bolsonaro leu, em sua live semanal nas redes sociais, duas notícias dos sites Stylo Urbano e Coletividade Evolutiva, que, baseados em inexistentes relatórios ‘oficiais’ do Reino Unido, afirmavam que pessoas com a imunização completa contra a COVID-19 se tornavam mais vulneráveis à síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids).

Após divulgar a informação, que é uma inverdade, o presidente disse que não iria ler a íntegra da notícia para não sofrer sanções das redes sociais. “Não vou ler para vocês aqui, porque posso ter problemas com a minha live. Não quero que ‘caia’ a live. Quero dar informações concretas”, apontou.

A fala do presidente foi contestada por diversos setores da sociedade civul, política e científica. A Sociedade Paulista de Infectologia divulgou nota desmentindo a fake news comentada por Bolsonaro.

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