Como era o Brasil antes dos mil dias de Bolsonaro

Bolsonaro com máscara e limpando o olho
Bolsonaro e os mil dias para não se comemorar

Bolsonaro completa 1.000 dias à frente do Governo Federal e o país não tem o que comemorar. Sob a gestão dele, os principais produtos da família brasileira ficaram mais caro e o poder de compra do brasileiro diminuiu muito. Do dólar à cesta básica, tudo o que se comprava em 2017, compra-se menos em 2021, isso quando se compra.

Levantamento exclusivo do DCM mostra que, na batuta de Bolsonaro, o dinheiro do brasileiro perdeu valor. Ao mesmo tempo, os principais produtos para manter uma casa subiram muito. Para piorar, o salário mínimo não teve o mesmo acréscimo, como tentam alardear os bolsonaristas.

Leia mais:

1 – Empresas das Forças Armadas não serão auditadas pela CGU

2 – Queiroga vive pior momento no cargo e tenta se manter acenando ao bolsonarismo

3 – MPF dá 120 dias para Damares Alves pagar indenização a vítimas de escravidão

Os mil dias de Bolsonaro e o dólar

Mil dias atrás, antes de Bolsonaro assumir, o dólar no Brasil custava R$ 3,30. Atualmente, a moeda americana está em R$ 5,34, um aumento de 61,8%. Para piorar a situação, no último dia do governo de Temer, um salário mínimo comprava 283,94 dólares. Atualmente, é possível comprar apenas 205,99 da moeda estrangeira.

Os mil dias de Bolsonaro e o gás de cozinha

No caso do gás de cozinha, o básico para o brasileiro poder comer, a situação é grave. Em dezembro de 2017, o preço médio era de R$ 66,53, agora está em R$ 93,65, o aumento é de 40,7%. Com o país em crise, esse aumento representa muito, tanto que acidentes crescerem com famílias tentando cozinhar com álcool.

Para se ter uma ideia da gravidade da situação, antes de Bolsonaro era possível comprar 14 botijões com um salário. Agora, o brasileiro só consegue levar para casa 11, ou seja, menos de um por mês.

Os mil dias de Bolsonaro e a gasolina

A gasolina, outro item importante porque movimenta não apenas a classe média com carro. O brasileiro é afetado pelo preço do combustível porque utiliza transporte público e, gasolina mais cara é passagem mais cara. Neste caso, ela custava R$ 4,10 em dezembro de 2017, agora está em R$ 6,08. O aumento foi de 48,29%.

Sob Bolsonaro somente é possível comprar  180,92 litros de gasolina com um salário. Antes dele assumir, o abastecimento com o mínimo permitia 228,53 litros do item.

Os mil dias de Bolsonaro e a cesta básica

O mais importante item para o brasileiro, no entanto, é a cesta básica. É o preço dela que determina se é possível se alimentar ou não e, neste caso, a resposta é não. Em 2017, ela custava R$ 420,00 em média, agora está R$ 887,27, um aumento de incríveis 110%.

Para se ter uma ideia do descontrole do preço do alimento sob a gestão Bolsonaro, em 2017 se comprava 2,23 cestas com o salário. Atualmente, só é possível adquirir 1,24 com o preço do atual salário mínimo.

Os mil dias de Bolsonaro e o salário mínimo

E depois de aumentar tudo, a presidência não fez com que o salário mínimo dos brasileiros acompanhasse a inflação. Em 2021, o valor está em R$ 1.100,00, enquanto em dezembro de 2017, o valor era de R$ 937,00. O aumento foi de apenas 17,39%.

Acontece que o aumento ficou muito abaixo dos itens mais importantes para a média de compra. Em mil dias, o governo de Bolsonaro pirou a vida do brasileiro com as finanças em frangalhos.

Os mil dias de Bolsonaro e o desemprego

E para piorar, Bolsonaro ainda permitiu o crescimento desenfreado do desemprego e do subemprego nesses mil dias. Em 2017, o Brasil somava 13,2 milhões de desempregados. Agora, o número saltou para 14,4 milhões, aumento de 9%.

O problema é que, no subemprego, ou seja, quem trabalha sem praticamente nenhum direito, o caso cresceu. Em dezembro de 2017, esse dado apontava para 23,5 milhões e agora chegou a 38,8 milhões, aumento de 65%.