Museu de História Natural de Nova York quer cancelar homenagem a Bolsonaro da Câmara de Comércio Brasil-EUA

Atualizado em 12 de abril de 2019 às 7:56

Mais um vexame internacional a caminho.

O Museu de História Natural de Nova York expressou na quinta-feira, dia 11, “profunda consternação” com uma homenagem a Bolsonaro programa para maio em sua sede.

Jair vai receber um prêmio chamado “Personalidade do Ano” da Câmara de Comércio Brasil-EUA.

“O evento externo e privado no qual o atual presidente do Brasil será homenageado foi reservado antes de o homenageado ser escolhido. Estamos profundamente consternados e estamos explorando nossas alternativas”, declarou a instituição no Twitter.

Segundo o site Gothamist, que cobre a cidade, a “comemoração do líder ultranacionalista provocou indignação”.

“Bolsonaro abraçou abertamente a homofobia, a misoginia e o racismo, enquanto freqüentemente desumaniza os povos indígenas como animais de zoológico ou ‘catapora'”, relata o artigo.

“Poucas horas depois de assumir o cargo, ele havia massivamente retirado as proteções ambientais na floresta amazônica e, desde então, empreendeu uma agressiva campanha de desmatamento e mineração que grupos nativos compararam ao apocalipse”.

Mais:

Há boas razões para supor que pelo menos algumas das pessoas que organizam a gala anual da Câmara de Comércio – cujos ingressos a US$ 30 mil são vendidos imediatamente – têm interesses comerciais diante do homem que estão homenageando: o presidente do conselho, Alexander Bettamio, uma das opções de Bolsonaro para dirigir o Banco de Brasil, atualmente é o chefe da divisão latino-americana do Bank of America. O diretor executivo é Ted Helms, ex-gerente de investimentos da Petrobras, que fechou um acordo de US$ 9 bilhões com o governo de Bolsonaro na terça-feira. (…)

Após a publicação do artigo, um cientista do museu, que pediu anonimato para falar livremente, disse ao Gothamist que “todos os cientistas do estão descobrindo sobre isso [agora]… Está sendo um completo choque para nós”.

“Ninguém acha que é aceitável”, acrescentou.