“Vergonha”: Tico Santa Cruz cobra Ciro por apoio do PDT à PEC dos Precatórios

Atualizado em 4 de novembro de 2021 às 9:01
Tico Santa Cruz cobrou PDT por apoio à PEC
Ciro Gomes e Tico Santa Cruz. Foto: Reprodução

O calote nos precatórios e a entrega do cheque em branco a Bolsonaro em véspera de eleição só se viabilizou com apoio do PDT. A aprovação da PEC mostrou uma traição histórica do partido de Ciro Gomes.

Apoiador do pedetista, Tico Santa Cruz cobrou um posicionamento do futuro candidato à presidência do partido: “Aguardando um posicionamento do Ciro Gomes em relação a essa vergonha que o PDT está fazendo hoje”.

Durante a tarde, Carlos Lupi, presidente da sigla, havia garantido que o PDT não embarcaria na aventura. Mas, em se tratando de PDT, não admira o cavalo de pau de última hora e o apoio decisivo ao bolsonarismo.

Agora, Bolsonaro terá uma margem de R$ 90 bilhões para gastar em ano eleitoral, com seu Auxílio Brasil de R$ 400 e mais recursos para emendas parlamentares. A posição do partido revoltou a oposição e aliados de Ciro.

Confira algumas reações:

Leia também:

1 – Partido apoia PEC do calote é dá cheque em branco para populismo pré-eleitoral de Bolsonaro

2 – Às vésperas de evento de filiação, Moro sofre resistências no Podemos

3 – Rita Lisauskas recusa convite para trabalhar na Jovem Pan

O apoio do PDT à PEC

O partido orientou seus 24 parlamentares a votar “sim” pela PEC. Somente seis decidiram votar contra o partido. Os outros 15 votaram a favor. São eles: Afonso Motta, Alex Santana, André Figueiredo, Dagoberto Nogueira, Eduardo Bismarck, Fábio Henrique, Felix Mendonça Júnior, Flávia Morais, Flávio Nogueira, Leônidas Cristino, Mário Heringer, Robério Monteiro, Silvia Cristina, Subtenente Gonzaga e Wolney Queiroz. Três estavam ausentes.

O partido fechou questão sobre a PEC antes da votação e a decisão foi vista como traição por outros partidos da oposição. Os partidores de oposição estão revoltados com a sigla de Ciro Gomes. Em conversa com o DCM, um deputado, que pediu sigilo, disse que todos foram pegos de surpresa.

“O Ciro Gomes e sua turma não podiam fazer isso. Pensaram apenas nos seus próprios interesses. É uma traição que vai ter consequências no ano que vem. Mais uma ação que deixa o PDT isolado”, explicou.

A escolha da sigla agradou o presidente da casa, Arthur Lira, que os agradeceu: “Tivemos importantes 25 votos de partidos de oposição, de PSB e PDT”. O PSB, que tem 31 deputados, deu 10 votos a favor.

 

Participe de nosso grupo no WhatsApp clicando neste link.

Entre em nosso canal no Telegram, clique neste link.