PEC 5: Moro está feliz com o PSOL e Glauber Braga, que o chamou de “ladrão”

Glauber Braga, que votou contra a PEC 5, e Sergio Moro
Glauber Braga alegrou Sergio Moro ao votar contra a PEC 5 – Foto: Montagem

A julgar pela forma como o PSOL votou e orientou seus deputados a votarem contra a PEC 5, Sergio Moro certamente está feliz com o partido. A orientação da sigla na noite de hoje (20) foi exatamente a que o ex-juiz e Deltan Dallagnol queriam.

Glauber Braga e o PSOL optaram em dar as mãos para a Lava-Jato e manter tudo do jeito que está. Ou seja, com o CNMP pronto para seguir ‘salvando’ procuradores e juízes que cometem crimes e perseguem inocentes. Embora com uma bancada pequena, a votação da sigla chama a atenção e ganha importância do modo que tudo ocorreu.

Isso porque foram poucos votos que faltaram para que a PEC passasse e todo voto faria diferença. Mas a sigla preferiu votar ao lado de Moro e contra a chance de reformular o CNMP. O discurso do PSOL contra tudo o que a Lava Jato representa ficou só no discurso e não caminhou para a prática.

Leia também

1 –Eduardo Leite tenta se defender de voto a Bolsonaro: “Vão culpar todos?” 

2 –VÍDEO: Quase um novo George Floyd: Homem negro é sufocado no metrô de SP 

3 –PSOL vota contra PEC que mudaria composição do CNMP e favorece Lava Jato

Glauber Braga, o PSOL e a PEC 5

Glauber Braga até foi para as redes sociais se justificar. Segundo o deputado, ele foi voto vencido dentro da legenda e votou por seguir a orientação do partido. Na visão do parlamentar, ele queria votar a favor, mas foi ‘obrigado’ a manter o grupo do PSOL. Enquanto isso, não explicou como votou a favor de Sérgio Moro, que ele chamou de ladrão publicamente. Ou seja, votou para livrar quem ele acredita ser ladrão. Faz sentido? Segundo ele, é apenas acompanhar o partido.

Chama a atenção essa posição, já que Glauber Braga não a usou em outros momentos. O deputado, no caso do afastamento de Flordelis, pensava diferente. Embora todo o partido tenha votado pelo afastamento da deputada, ele foi contra. Na época, Braga deixou claro que precisava votar com sua consciência. Aparentemente, como hoje a votação foi no período noturno, a consciência dele estava adormecida.