Com fortuna de quase R$ 9 milhões, Salles pediu empréstimo no Banco do Brasil para comprar mansão

Veja o Ricardo Salles
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ex-ministro Ricardo Salles (46) quer disputar a eleição para ficar mais tempo na cidade de São Paulo, onde nasceu. Ele comprou, em 21 de janeiro de 2021, uma casa de dois andares no Jardim Paulista, em uma parte do bairro onde é proibido erguer prédios. E há uma história de Salles com o jardim da casa, diz a reportagem da revista Piauí. O ex-ministro tem patrimônio de R$ 8.859.414,00 segundo sua prestação de contas nas eleições de 2018.

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Empréstimo de Salles

Salles pagou 3,1 milhões de reais pelo imóvel, dos quais financiou 800 mil em 361 parcelas em uma agência do Banco do Brasil da Avenida Faria Lima, segundo consta na matrícula nº 9.071 do 4º Cartório de Registro de Imóveis de São Paulo. Em meados de setembro, o local ainda estava em obras, mas não tinha na fachada nenhuma placa falando da reforma, como exige a legislação municipal.

A casa fica na Rua Honduras, a menos de 500 metros do Parque Ibirapuera, e foi construída em 1957 pelo arquiteto modernista João Kon, hoje com 88 anos, que residiu ali com sua família. A fachada principal tem um painel feito por Alfredo Volpi e no fundo da residência havia dois desenhos do artista plástico Waldemar Cordeiro, mas um deles foi destruído por um morador que resolveu erguer uma edícula.

E o jardim?

A mulher do ex-ministro entrou em contato com a família de Kon para pedir a planta e fotos antigas da residência, que foram cedidas. Ela também solicitou uma reunião do casal com João Kon, o que foi recusado. “Não queremos encontrar o seu marido. Temos profundas divergências morais e éticas com ele e não podemos aceitar a enorme destruição do meio ambiente da qual ele é cúmplice. Ficamos tristes ao saber o destino da casa”, escreveu o fotógrafo Nelson Kon, filho do arquiteto, que fez ainda um pedido, em tom sarcástico: “E diga a ele, por favor, para não estragar o jardim.”

Junto ele, que ajudou a colocar fogo em florestas na Amazônia.

Estella respondeu que irá conservar o jardim – e o ex-ministro também parece interessado na preservação. Ele agora costuma ocupar as manhãs visitando grandes floriculturas (que alguns paulistanos chamam de garden centers), em busca de mudas para a sua nova casa. Além disso, tem se envolvido pessoalmente no plantio e nos cuidados do jardim. Aos amigos, gosta de mostrar as mãos marcadas pelo trabalho com terra, adubo, pás e tesouras de poda. O ex-ministro já adquiriu moreias-brancas e amendoinzeiros.