Sérgio Camargo desrespeita decisão que proíbe postagens intimidatórias

Sérgio Camargo
Sérgio Camargo. Foto: Reprodução/Fundação Palmares

Sérgio Camargo tem desrespeitado decisão judicial. Ele dobrou a aposta com a Justiça do Trabalho e tem feito publicações com conteúdo intimidatório  e vexatório contra servidores e ex-servidores. Entre segunda (11) e terça (19), ele fez pelo menos 15 posts no Twitter atacando a decisão judicial que o afastou do cargo.

Na decisão do juiz do trabalho Gustavo Carvalho Chehab, ele escreve:

“Proibição de —direta, indiretamente ou por terceiros— manifestação, comentário ou prática vexatória, de assédio, de cyberbullying, de perseguição, de intimidação, de humilhação, de constrangimento, de insinuações, de deboches, de piadas, de ironias, de ataques, de ofensa ou de ameaça”.

O magistrado solicitou que o Twitter forneça mensagens postadas pelos perfis da Palmares e de Camargo desde 2019. Pediu até mesmo as que tenham sido excluídas. Também pediu que a rede social avalie a necessidade  “marcar ou de excluir” publicações que violem direitos fundamentais da pessoa humana, ofendam a dignidade da Justiça e de profissionais de imprensa.

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Diretor da Palmares zomba de afastamento de Sérgio Camargo e insinua que vai descumprir decisão

Afastado da Fundação Palmares, Sérgio Camargo agora zomba de decisão da Justiça. Segundo o bolsonarista, o órgão agora “terá três presidentes”. Seriam ele, que estaria “em férias”, Frenette, o presidente interino, e Petrucelli, diretor do órgão que assume sua vaga. “Dose tripla de opressão”, diz.

Seu substituto no comando da Palmares, Marcos Petrucelli, insinuou que não vai respeitar as decisões.

Com o afastamento de Camargo, ele se tornou responsável pela gestão de servidores. Em post no Twitter, entretanto, disse que “nada vai mudar”. Diz que pode “contratar e exonerar” quem quiser, “inclusive o próprio Sérgio”.

A fala é uma insinuação de que irá descumprir as medidas judiciais, uma vez que o presidente da fundação foi afastado justamente da gestão de servidores. Na prática, o bolsonarista está proibido de nomear, exonerar, dar gratificações a servidores. Também não pode contratar ou cancelar contratos.