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Premiê de Cabo Verde diz ter sofrido “muitas pressões” dos EUA para extraditar empresário aliado de Maduro

Veja Alex Saab
Alex Saab ficou detido em Cabo Verde por mais de um ano. Foto: Reuters/Reprodução

Em mensagem na sua conta oficial na rede social Facebook, o primeiro-ministro do Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, disse que falou, por telefone, com o secretário de Estado americano em 21 de outubro.

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O que diz o premiê do Cabo Verde

Na ocasião, Antony Blinken disse “que reconheceu a qualidade da democracia cabo-verdiana como uma referência em África e no mundo”, no contexto das eleições presidenciais que elegeram José Maria Neves.

“Reafirmei que a estabilidade, a democracia e a confiança são os principais ativos de Cabo Verde, que fazemos questão de proteger, cuidar e aprimorar. Também confirmei a minha participação na Cimeira da Democracia, iniciativa do Presidente Biden que irá ter lugar em dezembro deste ano”, anunciou.

A extradição de Alex Saab, ocorreu em 16 de outubro após uma forte contestação nos tribunais por parte da defesa até à última decisão do Tribunal. O testa-de-ferro do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, estava detido em Cabo Verde desde junho de 2020, diz a Deutsche-Welle Brasil.

“Sublinhei a nossa confiança na Justiça cabo-verdiana que decidiu um processo complexo sujeito a muitas pressões. O secretário de Estado garantiu o respeito pelo cumprimento das condições que garantem uma justiça justa e que tenha em conta os princípios constitucionais de Cabo Verde em matéria de extradição”, afirmou Ulisses Correia e Silva.

Na mesma mensagem divulgada, o primeiro-ministro reafirmou “o interesse do Governo de Cabo Verde em afirmar uma cooperação sólida com os EUA em matéria segurança e defesa cooperativa e modernização da justiça”.

“Assim como agradeci ao Governo dos EUA pela oferta de vacinas [contra a Covid-19]. O desempenho de Cabo Verde na gestão da pandemia e na vacinação foi considerado notável”, escreveu.

“Brevemente receberemos as vacinas da Pfizer [doadas pelos Estados Unidos], o que permitirá a vacinação da população dos 12 aos 17 anos”, acrescentou.