Quem incentivou Bolsonaro a falar que vacina causa AIDS

Bolsonaro sentado, com tradutora de libras, ao lado
Bolsonaro recebeu conselho para falar que vacina dá AIDS – Foto: Reprodução

Bolsonaro entrou no olho do furacão após espalhar mais uma fake news e ligar a vacina contra covid a AIDS. A declaração foi feita em uma live e vem dando o que falar, inclusive tendo sido derrubada pelo Facebook por ser mais uma mentira. Mas a pergunta que ficou no ar é: quem o incentivou a dar tal declaração no meio de uma transmissão ao vivo?

Segundo pessoas ligadas ao Planalto, a declaração de Bolsonaro não foi espontânea e estava planejada. Tudo começou horas antes, enquanto o presidente pedia conselhos sobre o que falar na live. Ele costuma fazer isso todas as semanas e manda mensagens para algumas pessoas mais próximas de seu círculo. Foi neste ponto que ele recebeu uma mensagem com esses supostos estudos que ligam a vacinação a novas causas de AIDS.

Sem checar a informação, o presidente teria ficado empolgado ao ler porque sabia que daria polêmica. “Ele disse que era isso que precisava para agitar sua base”, afirmou um interlocutor próximo à família. Um de seus ministros, que não teve a identidade divulgada, tentou aconselhá-lo a não falar disso. O argumento é que o presidente voltaria a apanhar do grande público sem motivo.

Leia também:

1 – Justiça mantém decisão que proíbe o governo de atacar Paulo Freire 

2 – Lira culpa ICMS pela alta dos combustíveis e chama imposto de ‘patinho feio’

3 – Casal gay denuncia que PM deu socos e tapas durante abordagem em Goiânia

Quem aconselhou Bolsonaro?

O estudo e o incentivo para que Bolsonaro falasse na live sobre o caso foi dada por Carlos, o 02. Duas pessoas diferentes confirmaram que o filho do presidente mandou uma mensagem mostrando os tais estudos. Ainda que outras pessoas fossem contra, a decisão pesou por conta do tamanho da polêmica.

A ideia de Bolsonaro era falar algo bastante controverso – leia-se fake news – para distrair a imprensa. A cúpula bolsonarista aliada ao presidente identificou que o assunto Paulo Guedes estava no ague. Além disso, a crise política havia ganhado protagonismo e a discussão ideológica deveria voltar à tona. Isso pesou na decisão e, como se viu, atingiu o objetivo.

Participe de nosso grupo no WhatsApp clicando neste link

Entre em nosso canal no Telegram, clique neste link