A mensagem que Bolsonaro mandou para Aras após o relatório da CPI

Aras Bolsonaro mensagem
Bolsonaro mandou mensagem para Augusto Aras

O presidente Jair Bolsonaro está preocupado com o relatório da CPI da Covid. O governante não tem escondido seu incômodo com o fato de ter nove crimes atribuídos contra ele. Ao saber que o relatório seria entregue para Augusto Aras, o chefe do executivo federal enviou uma mensagem para o PGR.

“Tenho total confiança no seu trabalho e que você irá apurar com imparcialidade o relatório. Lembre do STF e de tudo que há envolvido nisso”, disse ele por um aplicativo, segundo fontes do DCM. “O Renan [Calheiros] não gosta de mim e eu não gosto dele. Tudo que ele fez foi para me ferrar, tá ok?”, acrescentou.

Aras ignorou o recado. Aliados do presidente dizem que o PGR sonha em sentar na cadeira do STF. Mas tenta manter a imagem de independência para julgar os casos. Tanto que o procurador-geral da República afirmou publicamente que irá analisar cada ponto do documento entregue pela CPI.

A mensagem de Bolsonaro foi uma tentativa de mostrar que continua tendo “apreço” por Aras. E também a parte “Lembre do STF” deu dupla interpretação. Uma ala do governo acredita que foi um indício que, caso André Mendonça seja rejeitado, será Augusto o indicado. Já outra parte diz que algumas acusações feitas na CPI estão em análise no Supremo. Ou seja, não tem necessidade do PGR apresentar uma nova denúncia.

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Bolsonaro e Aras: aliados ou não?

Bolsonaro desprezou a lista tríplice e indicou Augusto a PGR em 2019. Dois anos depois, o presidente reconduziu o procurador, que foi aprovado pelo Senado. Neste período, Aras foi apelidado de “engavetador geral da República”. Isto porque arquivou diversas ações contra o governante.

Porém, nas últimas semanas, passou a tomar decisões contra aliados do chefe do executivo federal. Houve até insatisfação de Bolsonaro em relação ao assunto. Porém, atualmente, ele tem demonstrado respeito pelo trabalho de Aras. E ele acredita que o relatório da CPI não terá prosseguimento. Pelo menos não pelas mãos do PGR.

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