Bolsonaro pode dar canetada para baixar conta de luz? Entenda

Bolsonaro e a canetada
Bolsonaro pode dar canetada

Bolsonaro prometeu dar canetada e baixar a conta de luz, dando fim a bandeira “escassez hídrica”. Só que o ministro Bento Albuquerque quer convencê-lo a não seguir em frente. Porém, caso o presidente não volte atrás, ele pode sim dar fim a cobrança extra.

A taxa foi criada pela Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética. Esse órgão surgiu por meio de Medida Provisória. A CREG é administrada por Bento em conjunto com outros ministros, incluindo Paulo Guedes.

Todas as decisões do órgão são definidas através de recomendações do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico. A CMSE é formada por instituições do setor de energia e tem sido presidido por Albuquerque.

A Medida Provisória diz que o ministro pode tomar decisões de forma individual, antes das deliberações com as outras autoridades. Isto porque a bandeira “escassez hídrica” não faz parte do sistema de bandeiras administrados pela Aneel.

Como Bento Albuquerque segue ordens de Bolsonaro, ele terá que obedecer o presidente. Ou então correrá sérios riscos de ser demitido. Sendo assim, caso o governante brasileiro não recue no que falou recentemente, a bandeira da conta de luz deverá cair.

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Bolsonaro e a conta de luz

O Ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, vai ter que convencer Bolsonaro a desistir da ideia de acabar com a bandeira “escassez hídrica” das contas de luz. Técnicos do governo estão preocupados que o presidente não volte atrás na decisão. As chuvas voltaram a cair no Sul e Sudeste nos últimos dias. Mas os reservatórios das hidrelétricas estão distantes de recuperar um bom nível. Por isso as termoelétricas continuam acionadas.

Desde o mês passado, os consumidores estão pagando um adicional de R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora consumidos (kWh). E Bolsonaro prometeu que iria mandar o ministro acabar com a bandeira atual e voltar ao estágio “normal”. É uma “canetada” para diminuir a rejeição do povo brasileiro.

“Dói a gente autorizar o ministro Bento decretar bandeira vermelha, dói no coração, sabemos as dificuldades da energia elétrica. Vou pedir para ele… pedir, não, determinar a ele que volte à bandeira normal a partir do mês que vem”, declarou o presidente. E técnicos do ministério ficaram apavorados.