Documentos mostram que Ciro Gomes defendeu anistia de torturadores da ditadura

Ciro Gomes defendia anistia a torturadores da ditadura
Ciro Gomes

Ciro Gomes já defendeu a anistia de torturadores da ditadura. Segundo ele, não havia “documentação legal que comprove os crimes de repressão”. Ele foi monitorado por órgãos de inteligência das Forças Armadas durante a ditadura e após o fim do regime.

Fichas armazenadas pelo SNI (Serviço Nacional de Informações) mostram relatos sobre a vida política de Ciro. Há entre os documentos detalhes sobre sua vida política, sua prisão em 1979 e encontro estudantil em que se posicionou contra o julgamento de torturadores.

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Ciro disse que “não há documentação legal que comprove os crimes da repressão”

Três meses após ser detido em Fortaleza, ele foi a São Paulo participar do 1º Encontro Nacional dos Estudantes Não-Alinhados. O grupo reunia estudantes críticos às lideranças de esquerda que chefiavam o movimento estudantil no país. Principalmente a UNE (União Nacional dos Estudantes).

Ciro participou das eleições para disputar o comando da entidade que participava, mas foi derrotado. Um documento produzido pela Cisa-RJ (Centro de Informações da Aeronáutica do Rio de Janeiro) detalhou suas propostas.

A Lei da Anistia acabara de ser publicada por João Baptista Figueiredo. Ciro se manifestou de maneira favorável à medida: “O estudante Ciro Ferreira Gomes considerou que deveria ser esquecida a ideia de julgamento de torturadores […] uma vez que não há documentação legal que comprove os crimes da repressão”, diz o documento. Ele argumentava que a punição dos torturadores “poderia dar à ditadura uma ideia de revanchismo”.

Veja documento:

Relatório feito pelo Cisa-RJ