Eduardo Bolsonaro desafia o pai e sai em defesa de Adrilles

Após demissão de Adrilles, Bolsonaro afirmou que "a ideologia nazista deve ser repudiada de forma irrestrita e permanente, sem ressalvas"

Atualizado em 9 de fevereiro de 2022 às 23:20
Eduardo Bolsonaro desafia o pai e sai em defesa de Adrilles
Foto: Último Segundo

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (União Brasil-SP) decidiu desafiar o pai, o presidente Jair Bolsonaro (PL), e defender o comentarista Adrilles Jorge, demitido da Jovem Pan após ter feito um gesto que supostamente remete à saudação nazista a Adolf Hitler.

Eduardo Bolsonaro ratificou sua posição com um post a favor de Adrilles. “Adrilles não incentivou nazismo ou defendeu a criação de um partido nazista”. Foi uma indireta ao deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) e ao podcaster Monark.

Kataguiri concordou que a Alemanha teria errado ao banir o nazismo após a derrota de Hitler na Segunda Guerra Mundial. Por conta disso, Eduardo anunciou que estava “protocolando para a Mesa Diretora da Câmara para que o presidente Arthur Lira abra processo no Conselho de Ética contra as declarações em defesa do nazismo feitas pelo deputado Kim Kataguiri”.

O presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, tentou esconder seu passado e postou um comunicado repudiando o nazismo. “A ideologia nazista deve ser repudiada de forma irrestrita e permanente, sem ressalvas que permitam seu florescimento”, disse após a repercussão do caso Adrilles.

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Eduardo Bolsonaro compartilhou publicação de Frias

A defesa aberta a Adrilles entre membros do governo começou com o secretário Nacional de Fomento à Cultura, André Porciuncula, que escreveu no Twitter: “Não sou próximo do Adrilles (…). Contudo, não deixa de ser assustador que consigam vinculá-lo a apologia ao nazismo, em um vídeo em que ele está falando clara e abertamente contra essa abominação”, escreveu ele.

“Precisamos acabar com a banalização do termo nazista”, completou Porciuncula, que ganhou apoio de seu chefe, o secretário especial de Cultura, Mário Frias, que retuitou a postagem e comentou: “É preocupante que um vídeo em que a pessoa fala, de forma explicita, ser contra o nazismo seja usado para imputar a essa pessoa o crime de ser nazista.”

A postagem de Frias foi retuitada por Eduardo a seus 2,2 milhões de seguidores na rede, indicando apoio do parlamentar a essa versão.

Confira abaixo:

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