Cara de pau, Eduardo Bolsonaro ataca Freixo e diz que foi a Dubai “atrair empregos”

Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro foi duramente criticado por viagem – Foto: Reprodução

Após ser criticado por viagem a Dubai, Eduardo Bolsonaro foi às redes atacar Marcelo Freixo. O parlamentar havia criticado o filho do presidente por “brincar de ser sheik, enquanto 19 milhões de pessoas passam fome no Brasil”.

Em resposta, Eduardo, que levou a família para o passeio, disse que foi ao país “atrair empregos”. Ele insistiu na falácia do “fique em casa a economia, a gente vê depois” (sic) e completou:

“PSOL entrou com ações na justiça para impedir que pessoas lutassem por suas vidas, mesmo num tempo em que ninguém sabia nada sobre COVID. Estes sim os verdadeiros genocidas”. O deputado, como se sabe, deixou o PSOL. Mas, segundo o filho do presidente, “o PSOL não saiu dele”.

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A viagem de Eduardo Bolsonaro

O deputado foi a Dubai junto da comitiva brasileira, que conta com 69 membros do Executivo, para participar de exposição nos Emirados Árabes Unidos. O evento internacional deve durar até o próximo ano.

O “trabalho-passeio”, como foi descrito por Jorge Seif, vai custar mais de R$ 3,6 milhões. Até o momento, foram gastos R$ 1,17 milhão na viagem. Os valores são referentes a passagens aéreas e diárias.

Além disso, foram contratados gastos em divulgação do Brasil nos Emirados. Entre eles estão R$ 922 mil com material promocional, R$ 50 mil com réplica do Cristo Redentor, R$ 380 mil com apresentações de “cunho artístico” e R$ 2,3 milhões com a montagem da exposição.

Desde 2019 o deputado vive viajando. O país que mais gosta, claro, os Estados Unidos. No ano em questão, fez um giro por alguns países árabes. Passou por Bahrein, Omã e Kuwait, países aliados do ex-presidente Donald Trump. Posteriormente, foi a Jerusalém.

No início de 2019, ele passou uma semana na Virgínia e esteve com Olavo de Carvalho. Em março, visitou o país junto do pai, e foi recebido no salão oval da Casa Branca.

Já no mês de agosto, ao lado de Ernesto Araújo e Filipe Martins, visitou novamente o ex-presidente americano. Ao longo do ano, ainda acompanhou o pai na Suíça, no Chile, na Argentina, Nova York e Japão. Para conversar com líderes de extrema-direita, ainda visitou Itália e à Hungria.

Em agosto deste ano, ele foi aos Estados Unidos junto da esposa, que, à época, reclamou dos “mendigos” de Nova York. Recentemente, esteve na comitiva do pai para a Assembleia Geral da ONU, no mesmo local. Ao voltar do país, disse estar com covid-19.